📑 Sumário deste guia
- O que são CDB e Tesouro Direto?
- CDB ou Tesouro Direto: qual rende mais em 2026?
- Como funciona o CDB atrelado ao CDI?
- Quanto rende R$ 10.000 em CDB e Tesouro Selic por 2 anos?
- Qual o impacto da taxa de custódia da B3 no Tesouro Direto?
- Como funciona a tabela de IR regressivo no CDB e no Tesouro Direto?
- O CDB tem FGC. E o Tesouro Direto, tem alguma garantia?
- CDB ou Tesouro Direto: qual é mais seguro?
- CDB ou Tesouro Direto: qual tem mais liquidez?
- Quando vale mais a pena escolher CDB ou Tesouro Direto?
- Quais os erros mais comuns ao comparar CDB e Tesouro Direto?
- Perguntas Frequentes
Atualizado em agosto de 2026. Com a taxa Selic mantida em 14,00% ao ano pelo Copom desde a reunião de 05/08/2026, segundo dados da série histórica do Banco Central do Brasil (BCB), CDB e Tesouro Direto voltaram a dividir opinião entre investidores de renda fixa que buscam o melhor equilíbrio entre rentabilidade, segurança e liquidez. CDB (Certificado de Depósito Bancário) e Tesouro Direto (títulos públicos federais, com destaque para o Tesouro Selic) são duas das formas mais populares de investir em renda fixa no Brasil, cada uma com regras próprias de rendimento, custos e garantias que mudam o resultado líquido final.
O que são CDB e Tesouro Direto?
CDB é um título de dívida emitido por bancos: o investidor empresta dinheiro à instituição financeira e recebe de volta o valor corrigido por uma taxa, geralmente atrelada a um percentual do CDI. Tesouro Direto é o programa do Tesouro Nacional que vende títulos públicos federais diretamente para pessoas físicas, sendo o Tesouro Selic o mais usado para reserva de emergência por acompanhar a taxa básica de juros.
Nos dois casos o investidor está emprestando dinheiro: no CDB, para um banco; no Tesouro Direto, para o governo federal. Essa diferença de “para quem vai o dinheiro” é o que define o tipo de risco, a forma de garantia e, em boa parte, o rendimento líquido que cada um entrega no fim do período. As duas opções são consideradas renda fixa de baixo risco, mas não são idênticas em segurança nem em custos, como mostram as seções seguintes.
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CDB ou Tesouro Direto: qual rende mais em 2026?
Depende da taxa oferecida e do prazo. Um CDB pagando acima de 100% do CDI tende a superar o Tesouro Selic, que acompanha de perto a Selic (14,00% a.a.). Já um CDB abaixo de 100% do CDI costuma render menos. A diferença real só aparece comparando a taxa contratada, o prazo e os custos de cada produto lado a lado.
O CDI, taxa que baliza a maioria dos CDBs pós-fixados, historicamente fica um pouco abaixo da Selic. Por isso, um CDB que promete “100% do CDI” tende a render uma fração a menos do que o Tesouro Selic, que segue a Selic quase integralmente. Para o CDB empatar ou superar o Tesouro Selic, a instituição financeira geralmente precisa oferecer algo acima de 100% do CDI. Bancos digitais e corretoras costumam ter CDBs com taxas mais competitivas do que agências de bancões tradicionais, mas a rentabilidade prometida deve sempre ser tratada como estimativa, sujeita à política de cada emissor e ao momento de mercado, nunca como valor garantido igual em qualquer instituição.
Como funciona o CDB atrelado ao CDI?
No CDB pós-fixado, o rendimento é definido como um percentual do CDI (por exemplo, 95%, 100% ou 110% do CDI), aplicado diariamente sobre o saldo investido. Quanto maior o percentual contratado e quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, maior tende a ser o rendimento bruto acumulado, antes do desconto do Imposto de Renda.
Existem também CDBs prefixados (taxa fixa definida na contratação, por exemplo “12% ao ano”) e híbridos, atrelados ao IPCA mais uma taxa fixa. A escolha entre eles depende do cenário de juros esperado: em ciclo de queda da Selic, travar uma taxa prefixada pode ser vantajoso; em cenário de incerteza, o pós-fixado atrelado ao CDI acompanha as mudanças da taxa básica automaticamente, sem exigir que o investidor acerte a previsão. O percentual do CDI oferecido varia por instituição, prazo e valor aplicado, então vale sempre comparar propostas antes de aplicar, tratando qualquer taxa anunciada como estimativa a confirmar no momento da contratação.
Quanto rende R$ 10.000 em CDB e Tesouro Selic por 2 anos?
Aplicando R$ 10.000 por 24 meses (730 dias), a uma taxa bruta estimada de 14,00% a.a. (proxy da Selic/CDI atual, apenas para fins didáticos), o valor bruto chega a R$ 12.996,00 nos dois produtos. Como o valor está dentro do limite de isenção de custódia do Tesouro Selic, o líquido final também fica igual: R$ 12.546,60 em ambos, após o IR de 15%.
| Item | CDB 100% do CDI (estimativa) | Tesouro Selic |
|---|---|---|
| Valor aplicado | R$ 10.000,00 | R$ 10.000,00 |
| Taxa bruta estimada (a.a.) | ≈ 14,00% | ≈ 14,00% |
| Prazo | 24 meses (730 dias) | 24 meses (730 dias) |
| Valor bruto ao final | R$ 12.996,00 | R$ 12.996,00 |
| Rendimento bruto | R$ 2.996,00 | R$ 2.996,00 |
| Taxa de custódia B3 | não se aplica | R$ 0,00 (isento até R$ 10 mil por CPF) |
| IR (15%, prazo acima de 720 dias) | R$ 449,40 | R$ 449,40 |
| Valor líquido final | R$ 12.546,60 | R$ 12.546,60 |
Este exemplo usa juros compostos anuais simplificados e uma taxa bruta única para os dois produtos apenas para isolar o efeito do IR e da custódia; na prática, CDB e Tesouro Selic raramente pagam exatamente a mesma taxa, e a rentabilidade real de cada CDB deve ser confirmada com a instituição emissora antes de aplicar.
Qual o impacto da taxa de custódia da B3 no Tesouro Direto?
A B3 cobra 0,20% ao ano de taxa de custódia sobre o Tesouro Direto, provisionada diariamente. Para o Tesouro Selic, valores até R$ 10.000 por CPF são isentos dessa cobrança; acima disso, a taxa incide só sobre o excedente. O CDB não tem taxa de custódia B3, o que pode compensar taxas ligeiramente menores em valores altos.
O efeito fica claro em valores maiores. Aplicando R$ 50.000 pelos mesmos 24 meses e à mesma taxa bruta estimada de 14,00% a.a., os R$ 40.000 que excedem o limite de isenção passam a pagar custódia, o que reduz o valor líquido do Tesouro Selic em relação ao CDB equivalente, mesmo com a mesma taxa bruta e o mesmo IR:
| Item | CDB 100% do CDI (estimativa) | Tesouro Selic |
|---|---|---|
| Valor aplicado | R$ 50.000,00 | R$ 50.000,00 |
| Valor bruto ao final (≈14,00% a.a.) | R$ 64.980,00 | R$ 64.980,00 |
| Rendimento bruto | R$ 14.980,00 | R$ 14.980,00 |
| Valor sujeito à custódia B3 | não se aplica | R$ 40.000,00 (excedente sobre R$ 10 mil) |
| Custódia B3 (0,20% a.a., 2 anos, estimativa simplificada) | R$ 0,00 | ≈ R$ 160,00 |
| IR (15%, prazo acima de 720 dias) | R$ 2.247,00 | R$ 2.247,00 |
| Valor líquido final | R$ 62.733,00 | ≈ R$ 62.573,00 |
A diferença de aproximadamente R$ 160,00 no exemplo corresponde exatamente ao custo de custódia acumulado sobre o excedente de R$ 40 mil. O cálculo é simplificado (a B3 cobra pro rata diário sobre o saldo atualizado, que cresce mês a mês); para o valor exato no seu caso, use a calculadora oficial disponível no site do Tesouro Direto antes de investir.
Como funciona a tabela de IR regressivo no CDB e no Tesouro Direto?
CDB e Tesouro Direto seguem a mesma tabela regressiva de Imposto de Renda: quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor a alíquota cobrada sobre o rendimento no resgate. As faixas vão de 22,5% (até 180 dias) a 15% (acima de 720 dias), sem cobrança de “come-cotas” semestral, que existe apenas em fundos de investimento.
| Faixa de prazo | Alíquota de IR sobre o rendimento |
|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% |
| De 181 a 360 dias | 20,0% |
| De 361 a 720 dias | 17,5% |
| Acima de 720 dias | 15,0% |
Segundo a tabela regressiva vigente, citada pela B3 em sua página oficial de perguntas frequentes sobre Tesouro Direto: “22,5% (vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de até 180 (cento e oitenta) dias”, com as demais faixas seguindo a mesma lógica decrescente até o piso de 15%. O imposto incide apenas sobre o rendimento (juros), nunca sobre o valor principal aplicado, e é retido automaticamente no resgate ou vencimento, sem necessidade de recolhimento manual pelo investidor.
O CDB tem FGC. E o Tesouro Direto, tem alguma garantia?
O CDB é coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250.000,00 por CPF e por instituição (ou conglomerado financeiro), com teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos por CPF. O Tesouro Direto não tem FGC, mas é considerado o investimento mais seguro do país por ser garantido diretamente pelo Tesouro Nacional, o mesmo órgão que emite a moeda.
Segundo o próprio Fundo Garantidor de Créditos: “O valor máximo de cada pessoa, física (CPF) ou jurídica (8 primeiros dígitos do CNPJ), contra a mesma instituição associada, ou contra todas as instituições associadas do mesmo conglomerado financeiro será garantido até o valor de R$ 250.000,00”. Essa cobertura protege o investidor de CDB, RDB, LCI, LCA e poupança caso o banco emissor quebre, dentro do limite. O teto adicional de R$ 1 milhão a cada período de 4 anos consecutivos vale para depósitos e investimentos feitos após dezembro de 2017, somando todas as instituições. Já o Tesouro Direto carrega risco soberano: o cenário de calote do governo federal é considerado extremamente improbável, mas, tecnicamente, não existe um fundo separado cobrindo o investidor caso isso ocorresse.
CDB ou Tesouro Direto: qual é mais seguro?
O Tesouro Selic costuma ser apontado como o investimento mais seguro do Brasil, por depender da capacidade de pagamento do governo federal. O CDB também é seguro dentro do limite do FGC (R$ 250 mil por CPF/instituição), mas o risco de crédito varia conforme a saúde financeira do banco emissor, especialmente em instituições menores.
Na prática, para valores dentro do limite do FGC, os dois produtos são considerados de baixíssimo risco para o investidor pessoa física. A diferença relevante aparece em valores mais altos: quem tem mais de R$ 250 mil para aplicar em CDB precisa diversificar entre bancos diferentes para manter a cobertura do fundo, enquanto no Tesouro Direto não existe esse teto de proteção, porque a garantia não é de um fundo privado, e sim do próprio emissor soberano. Bancos com rating de crédito mais baixo tendem a pagar CDBs com taxas mais altas justamente para compensar esse risco adicional percebido pelo mercado, o chamado “prêmio de risco”.
CDB ou Tesouro Direto: qual tem mais liquidez?
O Tesouro Selic tem liquidez diária garantida pelo Tesouro Nacional, com resgate em qualquer dia útil e baixíssimo risco de perda no resgate antecipado. Já a liquidez do CDB depende do contrato: existem CDBs com liquidez diária, outros só no vencimento, que pode variar de meses a vários anos, sem possibilidade de resgate antes do prazo combinado.
- Tesouro Selic: liquidez diária real, com o valor de resgate creditado em até 1 dia útil.
- CDB com liquidez diária: resgate a qualquer momento, mas normalmente com taxa de CDI menor do que um CDB de prazo fixo.
- CDB sem liquidez diária: dinheiro só disponível no vencimento, o que pode ser um problema para quem precisa do valor antes do prazo.
Para reserva de emergência, a combinação de segurança do emissor com liquidez diária real faz do Tesouro Selic a escolha mais comum entre planejadores financeiros. Um CDB de liquidez diária pode ser equivalente, desde que a taxa oferecida seja competitiva e o investidor confirme, antes de aplicar, se o resgate cai mesmo em D+0 ou D+1.
Quando vale mais a pena escolher CDB ou Tesouro Direto?
Tesouro Selic tende a ser melhor para reserva de emergência e para quem tem menos de R$ 10 mil, por causa da isenção de custódia. CDB compensa mais quando a taxa oferecida supera claramente 100% do CDI, especialmente em bancos menores com boa avaliação, ou em prazos mais longos onde o investidor pode travar uma taxa prefixada atraente.
- Defina o objetivo: reserva de emergência pede liquidez diária e segurança máxima, o que favorece o Tesouro Selic.
- Compare a taxa real oferecida: um CDB só supera o Tesouro Selic se pagar consistentemente acima de 100% do CDI.
- Verifique o valor aplicado: acima de R$ 10 mil, calcule o efeito da custódia B3 antes de decidir pelo Tesouro Selic.
- Confira o rating e a garantia do FGC ao escolher CDB de bancos menos conhecidos.
- Avalie o prazo: para objetivos de médio e longo prazo, considere também Tesouro IPCA+ ou CDBs prefixados, que têm dinâmica diferente do Tesouro Selic.
Quais os erros mais comuns ao comparar CDB e Tesouro Direto?
O erro mais comum é comparar a taxa nominal anunciada sem considerar prazo, IR e custódia, o que distorce o rendimento líquido real. Outro erro frequente é tratar “100% do CDI” como sinônimo de “100% da Selic”, quando o CDI historicamente rende um pouco menos que a taxa básica de juros.
Também é comum ignorar a marcação a mercado do Tesouro Direto: títulos prefixados e IPCA+ podem sofrer oscilação de preço em resgates antecipados, diferente do Tesouro Selic, que tem risco de mercado praticamente nulo no curto prazo. No CDB, o erro é assumir que “todo CDB é garantido pelo FGC até R$ 250 mil” sem checar se o valor total investido naquela instituição, somando todas as aplicações, já não ultrapassa esse teto, o que deixaria o excedente desprotegido em caso de quebra do banco.
Perguntas Frequentes
CDB ou Tesouro Direto, qual rende mais em 2026?
Depende da taxa contratada. Com a Selic em 14,00% a.a. (BCB, agosto de 2026), um CDB pagando acima de 100% do CDI tende a superar o Tesouro Selic, que acompanha de perto a Selic. Um CDB abaixo de 100% do CDI, por outro lado, costuma render menos que o Tesouro Selic no mesmo período. Não existe resposta única: é preciso comparar a taxa efetiva oferecida pelo banco, o prazo de aplicação, o valor investido (por causa da isenção de custódia até R$ 10 mil no Tesouro Selic) e o IR regressivo, que é idêntico para os dois produtos. Sempre confirme a taxa exata com a instituição antes de aplicar, já que ela varia por banco, corretora e momento de mercado.
Preciso pagar taxa de custódia no CDB?
Não. A taxa de custódia de 0,20% ao ano, cobrada pela B3, é exclusiva do Tesouro Direto. O CDB não tem essa cobrança, embora algumas corretoras possam cobrar taxa de administração à parte, o que é raro atualmente para CDB de pessoa física. No Tesouro Selic, valores até R$ 10.000 por CPF são isentos dessa taxa; acima disso, a cobrança incide apenas sobre o valor excedente, provisionada diariamente sobre o saldo atualizado do título.
Qual o valor mínimo para investir em CDB e em Tesouro Direto?
O Tesouro Direto permite aplicações a partir de frações de título, o que costuma resultar em um valor mínimo baixo, geralmente na casa de dezenas de reais, variando conforme o preço do título no dia. O valor mínimo do CDB varia por instituição: bancos digitais costumam aceitar aplicações a partir de R$ 1,00 ou R$ 100,00, enquanto bancos tradicionais podem exigir valores mínimos maiores. Consulte sempre o valor mínimo vigente diretamente no simulador da corretora ou banco antes de aplicar, pois ele muda com frequência.
O Tesouro Direto tem garantia do FGC?
Não. O Tesouro Direto não é coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A segurança do título público vem do fato de ser emitido e garantido diretamente pelo Tesouro Nacional, considerado o devedor de menor risco do país. Já o CDB tem cobertura do FGC até R$ 250.000,00 por CPF e por instituição financeira (ou conglomerado), com teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos consecutivos, conforme regulamentação do Conselho Monetário Nacional.
Como funciona o IR no resgate antecipado do CDB?
O CDB segue a tabela regressiva de IR sobre o rendimento: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. Se o CDB tiver liquidez diária, o resgate antecipado é possível e o IR incide conforme o tempo efetivo em que o dinheiro ficou aplicado. Se o CDB não tiver liquidez diária, o resgate antes do vencimento pode não ser permitido, dependendo do contrato firmado com a instituição emissora.
Vale a pena resgatar o Tesouro Selic antes do vencimento?
Sim, o Tesouro Selic tem liquidez diária garantida pelo Tesouro Nacional e baixíssimo risco de perda no resgate antecipado, ao contrário do Tesouro IPCA+ ou Tesouro Prefixado, que oscilam de preço por marcação a mercado. Ainda assim, o IR regressivo se aplica normalmente: quanto menor o tempo de aplicação, maior a alíquota sobre o rendimento, chegando a 22,5% em resgates feitos em até 180 dias. Para objetivos de curtíssimo prazo, o Tesouro Selic costuma ser mais previsível que os demais títulos públicos.
CDB de banco pequeno é mais arriscado que Tesouro Direto?
Sim, tecnicamente é mais arriscado, já que depende da saúde financeira do banco emissor, enquanto o Tesouro Direto depende do governo federal. Na prática, para valores dentro do limite do FGC (R$ 250 mil por CPF/instituição), o risco para o investidor pessoa física é mitigado pela garantia do fundo. Bancos menores costumam pagar taxas de CDI mais altas justamente para compensar esse risco de crédito adicional percebido pelo mercado, então taxas muito acima da média merecem atenção redobrada antes de aplicar.
O que acontece se o banco emissor do CDB quebrar?
Se o banco emissor do CDB tiver a falência ou intervenção decretada, o FGC cobre o investidor em até R$ 250.000,00 por CPF e por instituição (ou conglomerado), somando todos os produtos cobertos naquela mesma instituição, como CDB, RDB, LCI e LCA. O pagamento costuma ocorrer em prazo definido pelo próprio FGC após o evento de quebra, conforme suas normas. Valores que excedam o teto de R$ 250 mil na mesma instituição não têm garantia sobre o excedente, por isso a recomendação é diversificar entre bancos diferentes.
CDB e Tesouro Direto têm come cotas?
Não. O come cotas é uma antecipação semestral de IR que incide apenas sobre fundos de investimento, como fundos DI e multimercado. CDB e Tesouro Direto não têm come cotas: o IR é cobrado uma única vez, no resgate ou no vencimento do título, seguindo a tabela regressiva de 22,5% a 15% conforme o prazo total da aplicação.
Qual rende mais a longo prazo, CDB ou Tesouro IPCA+?
Depende do cenário de inflação e da taxa contratada. O Tesouro IPCA+ paga a variação da inflação (IPCA) mais uma taxa fixa definida na compra, o que protege o poder de compra do investidor no longo prazo. Um CDB prefixado ou atrelado ao CDI pode render mais em cenários de juros altos e inflação controlada, mas não oferece a mesma proteção direta contra alta de preços. Para prazos muito longos, como aposentadoria, muitos planejadores recomendam combinar os dois tipos de ativo em vez de escolher apenas um.
Para aprofundar a comparação, veja também Renda Fixa 2026: melhores investimentos com a Selic atual, CDB com liquidez diária: melhores opções de 2026, LCI e LCA 2026: vale a pena pela isenção de IR?, Debêntures incentivadas 2026: como funciona a isenção de IR e ETF Brasil: melhores fundos de índice para diversificar.
Fontes oficiais consultadas: Banco Central do Brasil, taxa Selic, B3, tarifas de Tesouro Direto, B3, perguntas frequentes sobre Tesouro Direto e Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Atualizado em agosto de 2026. Taxas de juros, tributação e limites de garantia estão sujeitos a alteração; confirme sempre os valores vigentes nos sites oficiais do Banco Central, da B3, do Tesouro Direto e do FGC antes de investir. Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, não constitui recomendação de investimento nem consultoria financeira personalizada; procure um profissional certificado para orientação adequada ao seu perfil de risco e objetivos.
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Atualizado em 13 de agosto de 2026
Por Sostenes Meister — Empreendedor digital e especialista em finanças pessoais com mais de 10 anos de experiência. Pesquiso e analiso produtos financeiros brasileiros — empréstimos, cartões, investimentos, seguros, benefícios sociais — para ajudar leitores a tomarem decisões mais inteligentes com o próprio dinheiro. Editor responsável e curador do conteúdo do Ecarts.
Empreendedor digital e especialista em finanças pessoais com mais de 10 anos de experiência. Pesquiso e analiso produtos financeiros brasileiros — empréstimos, cartões, investimentos, seguros, benefícios sociais — para ajudar leitores a tomarem decisões mais inteligentes com o próprio dinheiro. Editor responsável e curador do conteúdo do Ecarts.
Atualizado em 13 de agosto de 2026









