CDB com Liquidez Diária em 2026: Quanto Rende com o CDI a 13,90%, Percentuais Bons e Comparativo com Poupança e Tesouro Selic

Atualizado em: 13/08/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais (Detran, gov.br, Caixa, INSS)
Resposta rápidaAtualizado em agosto de 2026. Na reunião de 5 de agosto de 2026, o Copom cortou a taxa Selic pela quarta vez consecutiva, para 14,00% ao ano, segundo o Banco Central do Brasil. Com isso, o CDI, referência que remunera os CDBs de liquidez diária, está em 13,90% ao ano (série SGS 4389 do Banco Central, 11/08/2026). CDB com liquidez…
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Atualizado em 13 de agosto de 2026 · Leitura: 16 min · Fontes oficiais: gov.br, BCB, INSS, Receita Federal
📅 17 de março de 2026⏱️ 16 min de leitura
TL;DR — Resumo rápido: Com o CDI em 13,90% ao ano (agosto de 2026), um CDB de liquidez diária a 100% do CDI rende cerca de R$ 1.146 líquidos por ano a cada R$ 10.000, contra aproximadamente R$ 837 da poupança. Bom hoje é pagar 100% do CDI ou mais: bancos médios e digitais chegam a 105% e 110%. O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF por instituição.
📑 Sumário deste guia
  1. O que é um CDB com liquidez diária?
  2. Quanto rende um CDB de liquidez diária em agosto de 2026?
  3. Qual percentual do CDI é considerado bom hoje?
  4. Quanto de Imposto de Renda e IOF você paga no CDB?
  5. Exemplo de cálculo passo a passo: R$ 10.000 por 12 meses
  6. CDB liquidez diária, poupança ou Tesouro Selic: qual rende mais?
  7. CDB de banco médio é seguro? Como funciona o FGC
  8. Vale a pena CDB promocional de 130% ou 200% do CDI?
  9. Como investir em um CDB de liquidez diária (passo a passo)
  10. 5 erros comuns com CDB de liquidez diária
  11. Quando o CDB de liquidez diária NÃO é a melhor escolha
  12. Perguntas Frequentes

Atualizado em agosto de 2026. Na reunião de 5 de agosto de 2026, o Copom cortou a taxa Selic pela quarta vez consecutiva, para 14,00% ao ano, segundo o Banco Central do Brasil. Com isso, o CDI, referência que remunera os CDBs de liquidez diária, está em 13,90% ao ano (série SGS 4389 do Banco Central, 11/08/2026). CDB com liquidez diária é um título de renda fixa emitido por bancos que permite resgatar o dinheiro em qualquer dia útil, sem esperar o vencimento, rendendo um percentual do CDI. Este guia mostra quanto ele rende de verdade, quanto vai de imposto, como comparar com poupança e Tesouro Selic e quais armadilhas evitar.

O que é um CDB com liquidez diária?

CDB com liquidez diária é um Certificado de Depósito Bancário que pode ser resgatado em qualquer dia útil, com o dinheiro caindo na conta no mesmo dia ou no dia seguinte (D+0 ou D+1). O banco usa o valor captado para emprestar a outros clientes e paga a você um percentual do CDI como remuneração.

Na prática, funciona assim: você aplica pelo aplicativo do banco ou da corretora, o saldo passa a render todo dia útil e, quando precisar, resgata sem multa e sem perder o rendimento acumulado. Essa combinação de rendimento diário com resgate imediato é o que torna o produto o mais indicado para reserva de emergência. A diferença para um CDB comum é o prazo: no CDB sem liquidez, o dinheiro fica preso até o vencimento (1, 2 ou 3 anos, por exemplo) em troca de uma taxa maior. No de liquidez diária, você abre mão de uma parte da taxa em troca da liberdade de sacar quando quiser.

Quanto rende um CDB de liquidez diária em agosto de 2026?

Com o CDI a 13,90% ao ano, um CDB de liquidez diária a 100% do CDI rende cerca de 1,09% ao mês bruto. Em 12 meses, R$ 10.000 viram aproximadamente R$ 11.146 líquidos após o Imposto de Renda de 17,5%. A 110% do CDI, o líquido sobe para cerca de R$ 11.261.

A tabela abaixo mostra a estimativa de rendimento de R$ 10.000 em 12 meses, considerando o CDI constante em 13,90% ao ano e a alíquota de IR de 17,5% (aplicações entre 361 e 720 dias). São estimativas: o CDI acompanha a Selic, que pode mudar a cada reunião do Copom (a próxima está marcada para 16/09/2026).

Aplicação Taxa bruta ao ano Rendimento bruto (12 meses) IR (17,5%) Rendimento líquido
CDB 100% do CDI 13,90% R$ 1.390,00 R$ 243,25 R$ 1.146,75
CDB 105% do CDI 14,60% R$ 1.459,50 R$ 255,41 R$ 1.204,09
CDB 110% do CDI 15,29% R$ 1.529,00 R$ 267,58 R$ 1.261,42
Poupança (0,6717% a.m. em ago/2026) ~8,4% R$ 837,00 Isenta R$ 837,00

Valores estimados e sujeitos a alteração conforme a variação do CDI e da TR. Confirme as taxas vigentes no site oficial do Banco Central do Brasil.

Qual percentual do CDI é considerado bom hoje?

Em agosto de 2026, o piso aceitável para CDB de liquidez diária é 100% do CDI. Grandes bancos de varejo costumam pagar exatamente isso. Bancos médios e digitais pagam de 102% a 110% do CDI como taxa permanente, segundo levantamentos de rankings especializados. Abaixo de 100%, quase sempre existe opção melhor no mesmo aplicativo.

A lógica é simples: quanto maior o banco, menor a necessidade de atrair dinheiro pagando mais. Por isso a escadinha típica do mercado é esta:

  • Bancos grandes (varejo tradicional): geralmente 100% do CDI, às vezes menos em produtos antigos. Vale conferir se seu CDB antigo não paga 95% ou menos;
  • Bancos digitais: entre 100% e 110% do CDI em produtos permanentes;
  • Bancos médios via corretora ou aplicativo próprio: 104% a 110% do CDI é comum;
  • Promoções para clientes novos: 130% a 200% do CDI, mas por prazo curto e com teto de valor (veja a seção de pegadinhas).

Importante: percentuais acima são praticados pelo mercado em agosto de 2026 e mudam sem aviso. Trate qualquer taxa como “a partir de” e confirme no aplicativo da instituição antes de aplicar.

Quanto de Imposto de Renda e IOF você paga no CDB?

O CDB paga IR na fonte sobre o rendimento, com alíquota regressiva: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. Resgates em menos de 30 dias também pagam IOF regressivo sobre o rendimento.

A regra está na Lei nº 11.033/2004, que determina no artigo 1º que os rendimentos “sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte, às seguintes alíquotas: I – 22,5% (vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de até 180 (cento e oitenta) dias; II – 20% (vinte por cento), em aplicações com prazo de 181 (cento e oitenta e um) dias até 360 (trezentos e sessenta) dias; III – 17,5% (dezessete inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de 361 (trezentos e sessenta e um) dias até 720 (setecentos e vinte) dias; IV – 15% (quinze por cento), em aplicações com prazo acima de 720 (setecentos e vinte) dias”, conforme o texto disponível no Planalto.

Tempo da aplicação Alíquota de IR De cada R$ 100 de rendimento, sobra
Até 180 dias 22,5% R$ 77,50
De 181 a 360 dias 20% R$ 80,00
De 361 a 720 dias 17,5% R$ 82,50
Acima de 720 dias 15% R$ 85,00

O IOF só existe nos primeiros 30 dias: começa em 96% do rendimento no 1º dia e zera no 30º. Dois detalhes que jogam a seu favor: o imposto incide só sobre o rendimento (nunca sobre o valor aplicado) e é retido na fonte, ou seja, o banco recolhe sozinho e você recebe o valor já líquido. Uma proposta de mudança dessas regras (MP 1.303/2025) perdeu a validade em outubro de 2025 sem ser votada, então a tabela regressiva segue valendo em 2026.

Exemplo de cálculo passo a passo: R$ 10.000 por 12 meses

Aplicando R$ 10.000 em um CDB de liquidez diária a 105% do CDI, com CDI estimado em 13,90% ao ano e resgate após 365 dias, o rendimento bruto é de R$ 1.459,50, o IR de 17,5% leva R$ 255,41 e sobram R$ 1.204,09 líquidos. Veja a conta aberta:

  1. Taxa do CDB: 105% de 13,90% = 13,90 × 1,05 = 14,595% ao ano;
  2. Rendimento bruto: R$ 10.000 × 14,595% = R$ 1.459,50 em 12 meses;
  3. Alíquota de IR: 365 dias cai na faixa de 361 a 720 dias, portanto 17,5%;
  4. Imposto devido: R$ 1.459,50 × 0,175 = R$ 255,41, retido na fonte pelo banco;
  5. Resultado líquido: R$ 1.459,50 – R$ 255,41 = R$ 1.204,09. Saldo final: R$ 11.204,09.

Se o resgate fosse feito com 6 meses (181 dias), a alíquota subiria para 20%: rendimento bruto de cerca de R$ 706, imposto de R$ 141 e líquido de aproximadamente R$ 565. Por isso, mesmo em produto com liquidez diária, quanto mais tempo o dinheiro fica, menor a mordida do IR. O cálculo considera CDI constante, o que é uma simplificação: em ciclo de queda da Selic como o atual, o rendimento dos meses seguintes tende a ser um pouco menor.

CDB liquidez diária, poupança ou Tesouro Selic: qual rende mais?

Com a Selic em 14,00%, qualquer CDB a partir de 100% do CDI rende bem mais que a poupança, mesmo depois do IR: cerca de 11,5% líquidos contra 8,4% da poupança em 12 meses. O Tesouro Selic fica muito próximo do CDB de 100% do CDI, com a vantagem de não depender da saúde de um banco.

Como a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais TR, o que em agosto de 2026 dá 0,6717% ao mês (dado oficial do Banco Central de 11/08/2026), cerca de 8,4% ao ano. A isenção de IR da poupança não compensa a taxa menor. Comparativo direto:

Critério CDB liquidez diária (100 a 110% CDI) Poupança Tesouro Selic
Rendimento líquido estimado em 12 meses 11,5% a 12,6% ~8,4% ~11,4%
Rende todo dia útil? Sim Não, só na data de aniversário mensal Sim
Imposto de Renda Regressivo (22,5% a 15%) Isenta Regressivo (22,5% a 15%)
Proteção FGC até R$ 250 mil por instituição FGC até R$ 250 mil Garantia do Tesouro Nacional
Custo extra Zero Zero Taxa B3 de 0,20% a.a. (isenta até R$ 10 mil)

Um detalhe que muita gente ignora: na poupança, se você resgatar um dia antes do aniversário do depósito, perde todo o rendimento daquele mês. No CDB de liquidez diária isso não existe, o rendimento é apropriado dia a dia. Para valores acima de R$ 250 mil ou para quem quer risco soberano, o Tesouro Selic é a alternativa natural. Já comparamos poupança e contas digitais em detalhe no post Conta Digital ou Poupança em 2026.

CDB de banco médio é seguro? Como funciona o FGC

Sim, dentro do limite do Fundo Garantidor de Créditos: se o banco emissor quebrar, o FGC devolve até R$ 250 mil por CPF por instituição (valor aplicado mais rendimento), com teto global de R$ 1 milhão por CPF renovado a cada 4 anos. É essa garantia que permite aplicar em banco médio pagando 105% ou 110% do CDI.

Regras práticas para usar o FGC a seu favor:

  • Mantenha no máximo cerca de R$ 230 mil por banco, deixando folga para o rendimento acumulado caber dentro dos R$ 250 mil;
  • O limite é por instituição (conglomerado financeiro): dividir R$ 500 mil entre dois bancos diferentes deixa tudo coberto;
  • O pagamento pelo FGC não é instantâneo em caso de liquidação do banco: historicamente leva semanas ou alguns meses. Reserva de emergência de uso imediato merece uma parte em emissor de baixíssimo risco;
  • Valores sujeitos a alteração: confirme os limites vigentes no site oficial do FGC antes de decidir.

O caso recente de investigação envolvendo banco médio, que analisamos em PF investiga banqueiro: seu CDB está seguro com FGC?, mostra por que respeitar esse teto não é paranoia, é gestão de risco.

Vale a pena CDB promocional de 130% ou 200% do CDI?

Vale, desde que você leia as condições: essas taxas são reais, mas quase sempre valem por 30 a 90 dias, com teto de valor (R$ 5 mil a R$ 50 mil) e só para clientes novos. Depois do período promocional, o saldo cai para a taxa padrão do banco, geralmente 100% do CDI.

Faça a conta antes de se empolgar: 200% do CDI por 35 dias sobre R$ 10 mil rende cerca de R$ 260 brutos, uns R$ 100 a mais que os R$ 106 de um CDB comum no mesmo período, e desse ganho extra ainda saem 22,5% de IR. É um bônus bem-vindo, não uma mudança de vida. As pegadinhas clássicas:

  • Taxa média enganosa: “150% do CDI” que na verdade é escalonado e só chega a 150% no último mês de uma jornada longa;
  • Liquidez limitada: algumas promoções só pagam a taxa cheia se você não resgatar antes de uma data;
  • Renovação automática para um produto pior ao fim da promoção;
  • Banco pequeno pagando muito acima do mercado sem prazo definido: taxa alta permanente é prêmio de risco. Fique dentro do FGC.

Como investir em um CDB de liquidez diária (passo a passo)

O processo todo leva menos de 15 minutos pelo celular: abrir conta em banco ou corretora, transferir o valor via Pix, escolher um CDB de liquidez diária com pelo menos 100% do CDI e confirmar a aplicação. Não há valor mínimo alto: muitos produtos aceitam a partir de R$ 1 a R$ 100.

  1. Escolha a instituição: banco onde você já tem conta ou corretora com prateleira de vários emissores (para acessar bancos médios que pagam mais);
  2. Confira a taxa e a liquidez: procure “liquidez diária” ou “resgate D+0/D+1” e percentual do CDI de 100% para cima;
  3. Verifique o emissor: quem emite o CDB é quem deve a você. Cheque se o valor total que você terá naquele banco fica abaixo de R$ 250 mil;
  4. Transfira e aplique: Pix na conta, seleção do produto, confirmação. O rendimento começa a contar no dia útil seguinte;
  5. Acompanhe uma vez por mês: confira se a taxa não mudou e se não surgiu opção melhor no próprio app.

5 erros comuns com CDB de liquidez diária

Os erros mais caros são deixar o dinheiro no saldo parado da conta achando que rende, aceitar menos de 100% do CDI por comodidade, ignorar o teto do FGC, resgatar antes de 30 dias pagando IOF e usar CDB de liquidez diária para objetivos de longo prazo, onde LCI, LCA e CDBs longos pagam mais.

  • Confundir conta que rende com CDB: em vários bancos o saldo em conta só rende se você ativar a função ou mover para uma “caixinha”. Explicamos as diferenças no comparativo de conta remunerada e CDB automático;
  • Fidelidade cara: manter CDB antigo a 90% do CDI quando o mesmo banco vende outro a 102%;
  • Ignorar o prazo do IR: resgatar com 179 dias (22,5%) quando dava para esperar 181 dias (20%);
  • Estourar o FGC: concentrar R$ 400 mil num único banco médio por causa de 2 pontos a mais de CDI;
  • Deixar tudo em liquidez diária para sempre: dinheiro com horizonte acima de 6 meses rende mais em LCI e LCA isentas de IR ou em CDB de vencimento longo.

Quando o CDB de liquidez diária NÃO é a melhor escolha

Ele perde quando você não vai precisar do dinheiro no curto prazo. Para prazos acima de 6 meses, uma LCI ou LCA isenta de IR a 90% do CDI costuma render mais que um CDB de liquidez diária a 100%. Para prazos acima de 2 anos, CDBs sem liquidez pagando 115% ou mais do CDI ampliam a vantagem.

Uma régua rápida para decidir:

  • Reserva de emergência e dinheiro do mês: CDB liquidez diária ou conta remunerada (100% ou mais do CDI);
  • Objetivo entre 6 meses e 2 anos (viagem, IPVA, entrada de veículo): LCI/LCA isenta ou CDB com vencimento casado com a data;
  • Acima de 2 anos: CDB longo (alíquota de 15%), LCI/LCA longa ou Tesouro;
  • Acima de R$ 250 mil no mesmo banco: diversifique emissores ou use Tesouro Selic.

Perguntas Frequentes

Quanto rende R$ 1.000 por mês em CDB de liquidez diária?

Com o CDI a 13,90% ao ano (agosto de 2026), R$ 1.000 em um CDB a 100% do CDI rendem cerca de R$ 10,91 brutos em 30 dias. Descontando o IR de 22,5% da faixa inicial, sobram aproximadamente R$ 8,45 líquidos. Na poupança, os mesmos R$ 1.000 rendem cerca de R$ 6,72 no mês. A diferença parece pequena em valores baixos, mas é proporcional: em R$ 100 mil, são cerca de R$ 845 líquidos por mês no CDB contra R$ 672 na poupança. Valores estimados, sujeitos à variação do CDI.

CDB de liquidez diária pode dar prejuízo?

Em condições normais, não. O CDB pós-fixado ao CDI não tem marcação a mercado negativa para quem resgata: o saldo só cresce dia após dia. Os dois riscos reais são outros: a quebra do banco emissor (mitigada pelo FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição) e o risco de o rendimento perder da inflação em cenários de juro real baixo, o que não é o caso em 2026, com Selic a 14,00% e CDI a 13,90%. Resgates antes de 30 dias pagam IOF sobre o rendimento, o que reduz o ganho, mas não consome o valor principal aplicado.

Qual a diferença entre CDB e RDB?

Os dois são títulos de captação bancária que rendem um percentual do CDI e contam com a garantia do FGC até R$ 250 mil. A diferença jurídica: o CDB pode ser transferido ou negociado com terceiros, enquanto o RDB (Recibo de Depósito Bancário) é inegociável, só admite resgate na própria instituição. Vários bancos digitais usam RDB com liquidez diária como produto de rendimento automático da conta. Para quem aplica e resgata no próprio aplicativo, o efeito prático é o mesmo: o que importa é o percentual do CDI, a liquidez e a solidez do emissor.

O que rende mais: CDB 100% do CDI ou poupança?

O CDB, com folga, mesmo pagando imposto. Em agosto de 2026, 100% do CDI equivale a 13,90% ao ano brutos; após o IR de 17,5% em 12 meses, sobra cerca de 11,47% líquido. A poupança rende 0,5% ao mês mais TR, cerca de 8,4% ao ano, isenta. Em R$ 10.000, a diferença é de aproximadamente R$ 310 por ano em favor do CDB. A poupança só empataria se o CDB pagasse cerca de 73% do CDI, taxa que nenhum produto decente pratica hoje.

Preciso declarar CDB no Imposto de Renda?

Sim, se você estiver obrigado a entregar a declaração anual. O saldo entra na ficha “Bens e Direitos” (grupo 04, código 02) pelo valor em 31 de dezembro, e os rendimentos vão em “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”. Não há imposto extra a pagar na declaração: o IR do CDB é retido na fonte pelo banco no momento do resgate, conforme a tabela regressiva da Lei nº 11.033/2004. O informe de rendimentos que a instituição disponibiliza até o fim de fevereiro traz todos os números prontos para copiar.

Posso perder dinheiro se o banco do CDB quebrar?

Até R$ 250 mil por CPF por instituição, não: o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) cobre o valor aplicado mais os rendimentos. Acima disso, o excedente entra na fila de credores da liquidação, com chance real de perda. Há ainda o teto global de R$ 1 milhão por CPF, renovado a cada 4 anos, somando todas as instituições. Dois cuidados: o pagamento do FGC costuma levar semanas após a liquidação, e o limite vale por conglomerado (dois bancos do mesmo grupo contam como um). Valores sujeitos a alteração, confirme no site oficial do FGC.

CDB de liquidez diária serve para reserva de emergência?

É uma das melhores opções disponíveis, ao lado do Tesouro Selic. Reúne os três requisitos da reserva: liquidez imediata (resgate D+0 ou D+1), previsibilidade (rende CDI todo dia útil, sem oscilação negativa) e segurança (FGC até R$ 250 mil). Prefira emissores sólidos pagando pelo menos 100% do CDI. Uma estratégia comum é dividir: parte em CDB D+0 de banco grande para saque no mesmo dia, parte em banco médio a 105% ou mais para engordar o rendimento. Evite deixar a reserva em CDB promocional com trava de resgate.

Qual o valor mínimo para investir em CDB com liquidez diária?

Depende da instituição: bancos digitais aceitam aplicações a partir de R$ 1 em produtos de rendimento automático, e a maioria dos CDBs de prateleira em corretoras parte de R$ 50 a R$ 1.000. Não existe exigência legal de valor mínimo. Para quem está começando, aplicar R$ 100 por mês a 100% do CDI já cria o hábito e rende mais que o dobro da poupança em termos de taxa. O mais importante no início não é a taxa, é tirar o dinheiro do saldo parado da conta corrente, que rende zero.

CDB rende no fim de semana e feriado?

Não. O CDI é apurado apenas em dias úteis, então o CDB rende de segunda a sexta, descontados os feriados bancários nacionais. Na prática, o rendimento de sexta-feira já embute a remuneração do período até segunda: aplicando na sexta, o dinheiro começa a render no próximo dia útil. Em um ano, são cerca de 252 dias úteis de rendimento. É por isso que a conta de “13,90% ao ano dividido por 365” não bate com o extrato: a taxa diária do CDI é calculada na base de 252 dias úteis.

Vale a pena trocar a poupança pelo CDB em 2026?

Para a imensa maioria das pessoas, sim. Com Selic a 14,00%, a poupança paga cerca de 8,4% ao ano, enquanto um CDB de liquidez diária a 100% do CDI entrega cerca de 11,5% líquidos. Em R$ 20.000 parados, a troca representa aproximadamente R$ 620 a mais por ano sem abrir mão de liquidez nem de garantia do FGC. O único cuidado é o prazo do IR: se você resgatar tudo em menos de 30 dias, o IOF corta boa parte do ganho do período. Migre o que não será usado no próximo mês e mantenha o fluxo do dia a dia na conta.

A taxa do meu CDB pode mudar depois que eu aplicar?

O percentual do CDI contratado não muda para o dinheiro já aplicado: se você entrou a 102% do CDI, esse contrato vale até o resgate ou vencimento. O que muda é o CDI em si, que acompanha a Selic definida pelo Copom a cada 45 dias. Com a Selic em ciclo de queda em 2026 (quatro cortes seguidos até agosto), o rendimento em reais dos próximos meses tende a diminuir mesmo com o percentual contratado intacto. Atenção com produtos promocionais: neles, a taxa turbinada expira na data prevista em contrato e o saldo passa a render a taxa padrão.

Conteúdo informativo atualizado em 13 de agosto de 2026. Taxas de CDI, Selic, TR e percentuais praticados pelas instituições mudam ao longo do tempo e os valores apresentados são estimativas, sujeitas a alteração. Confirme as taxas vigentes no site oficial do Banco Central (bcb.gov.br) e as condições de cada produto na instituição emissora. Este artigo não substitui orientação financeira profissional e não constitui recomendação de investimento.

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Empreendedor digital e especialista em finanças pessoais com mais de 10 anos de experiência. Pesquiso e analiso produtos financeiros brasileiros — empréstimos, cartões, investimentos, seguros, benefícios sociais — para ajudar leitores a tomarem decisões mais inteligentes com o próprio dinheiro. Editor responsável e curador do conteúdo do Ecarts.

Atualizado em 13 de agosto de 2026

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