📑 Sumário deste guia
- O que é um CDB com liquidez diária?
- Quanto rende um CDB de liquidez diária em agosto de 2026?
- Qual percentual do CDI é considerado bom hoje?
- Quanto de Imposto de Renda e IOF você paga no CDB?
- Exemplo de cálculo passo a passo: R$ 10.000 por 12 meses
- CDB liquidez diária, poupança ou Tesouro Selic: qual rende mais?
- CDB de banco médio é seguro? Como funciona o FGC
- Vale a pena CDB promocional de 130% ou 200% do CDI?
- Como investir em um CDB de liquidez diária (passo a passo)
- 5 erros comuns com CDB de liquidez diária
- Quando o CDB de liquidez diária NÃO é a melhor escolha
- Perguntas Frequentes
Atualizado em agosto de 2026. Na reunião de 5 de agosto de 2026, o Copom cortou a taxa Selic pela quarta vez consecutiva, para 14,00% ao ano, segundo o Banco Central do Brasil. Com isso, o CDI, referência que remunera os CDBs de liquidez diária, está em 13,90% ao ano (série SGS 4389 do Banco Central, 11/08/2026). CDB com liquidez diária é um título de renda fixa emitido por bancos que permite resgatar o dinheiro em qualquer dia útil, sem esperar o vencimento, rendendo um percentual do CDI. Este guia mostra quanto ele rende de verdade, quanto vai de imposto, como comparar com poupança e Tesouro Selic e quais armadilhas evitar.
O que é um CDB com liquidez diária?
CDB com liquidez diária é um Certificado de Depósito Bancário que pode ser resgatado em qualquer dia útil, com o dinheiro caindo na conta no mesmo dia ou no dia seguinte (D+0 ou D+1). O banco usa o valor captado para emprestar a outros clientes e paga a você um percentual do CDI como remuneração.
Na prática, funciona assim: você aplica pelo aplicativo do banco ou da corretora, o saldo passa a render todo dia útil e, quando precisar, resgata sem multa e sem perder o rendimento acumulado. Essa combinação de rendimento diário com resgate imediato é o que torna o produto o mais indicado para reserva de emergência. A diferença para um CDB comum é o prazo: no CDB sem liquidez, o dinheiro fica preso até o vencimento (1, 2 ou 3 anos, por exemplo) em troca de uma taxa maior. No de liquidez diária, você abre mão de uma parte da taxa em troca da liberdade de sacar quando quiser.
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Quanto rende um CDB de liquidez diária em agosto de 2026?
Com o CDI a 13,90% ao ano, um CDB de liquidez diária a 100% do CDI rende cerca de 1,09% ao mês bruto. Em 12 meses, R$ 10.000 viram aproximadamente R$ 11.146 líquidos após o Imposto de Renda de 17,5%. A 110% do CDI, o líquido sobe para cerca de R$ 11.261.
A tabela abaixo mostra a estimativa de rendimento de R$ 10.000 em 12 meses, considerando o CDI constante em 13,90% ao ano e a alíquota de IR de 17,5% (aplicações entre 361 e 720 dias). São estimativas: o CDI acompanha a Selic, que pode mudar a cada reunião do Copom (a próxima está marcada para 16/09/2026).
| Aplicação | Taxa bruta ao ano | Rendimento bruto (12 meses) | IR (17,5%) | Rendimento líquido |
|---|---|---|---|---|
| CDB 100% do CDI | 13,90% | R$ 1.390,00 | R$ 243,25 | R$ 1.146,75 |
| CDB 105% do CDI | 14,60% | R$ 1.459,50 | R$ 255,41 | R$ 1.204,09 |
| CDB 110% do CDI | 15,29% | R$ 1.529,00 | R$ 267,58 | R$ 1.261,42 |
| Poupança (0,6717% a.m. em ago/2026) | ~8,4% | R$ 837,00 | Isenta | R$ 837,00 |
Valores estimados e sujeitos a alteração conforme a variação do CDI e da TR. Confirme as taxas vigentes no site oficial do Banco Central do Brasil.
Qual percentual do CDI é considerado bom hoje?
Em agosto de 2026, o piso aceitável para CDB de liquidez diária é 100% do CDI. Grandes bancos de varejo costumam pagar exatamente isso. Bancos médios e digitais pagam de 102% a 110% do CDI como taxa permanente, segundo levantamentos de rankings especializados. Abaixo de 100%, quase sempre existe opção melhor no mesmo aplicativo.
A lógica é simples: quanto maior o banco, menor a necessidade de atrair dinheiro pagando mais. Por isso a escadinha típica do mercado é esta:
- Bancos grandes (varejo tradicional): geralmente 100% do CDI, às vezes menos em produtos antigos. Vale conferir se seu CDB antigo não paga 95% ou menos;
- Bancos digitais: entre 100% e 110% do CDI em produtos permanentes;
- Bancos médios via corretora ou aplicativo próprio: 104% a 110% do CDI é comum;
- Promoções para clientes novos: 130% a 200% do CDI, mas por prazo curto e com teto de valor (veja a seção de pegadinhas).
Importante: percentuais acima são praticados pelo mercado em agosto de 2026 e mudam sem aviso. Trate qualquer taxa como “a partir de” e confirme no aplicativo da instituição antes de aplicar.
Quanto de Imposto de Renda e IOF você paga no CDB?
O CDB paga IR na fonte sobre o rendimento, com alíquota regressiva: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. Resgates em menos de 30 dias também pagam IOF regressivo sobre o rendimento.
A regra está na Lei nº 11.033/2004, que determina no artigo 1º que os rendimentos “sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte, às seguintes alíquotas: I – 22,5% (vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de até 180 (cento e oitenta) dias; II – 20% (vinte por cento), em aplicações com prazo de 181 (cento e oitenta e um) dias até 360 (trezentos e sessenta) dias; III – 17,5% (dezessete inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de 361 (trezentos e sessenta e um) dias até 720 (setecentos e vinte) dias; IV – 15% (quinze por cento), em aplicações com prazo acima de 720 (setecentos e vinte) dias”, conforme o texto disponível no Planalto.
| Tempo da aplicação | Alíquota de IR | De cada R$ 100 de rendimento, sobra |
|---|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% | R$ 77,50 |
| De 181 a 360 dias | 20% | R$ 80,00 |
| De 361 a 720 dias | 17,5% | R$ 82,50 |
| Acima de 720 dias | 15% | R$ 85,00 |
O IOF só existe nos primeiros 30 dias: começa em 96% do rendimento no 1º dia e zera no 30º. Dois detalhes que jogam a seu favor: o imposto incide só sobre o rendimento (nunca sobre o valor aplicado) e é retido na fonte, ou seja, o banco recolhe sozinho e você recebe o valor já líquido. Uma proposta de mudança dessas regras (MP 1.303/2025) perdeu a validade em outubro de 2025 sem ser votada, então a tabela regressiva segue valendo em 2026.
Exemplo de cálculo passo a passo: R$ 10.000 por 12 meses
Aplicando R$ 10.000 em um CDB de liquidez diária a 105% do CDI, com CDI estimado em 13,90% ao ano e resgate após 365 dias, o rendimento bruto é de R$ 1.459,50, o IR de 17,5% leva R$ 255,41 e sobram R$ 1.204,09 líquidos. Veja a conta aberta:
- Taxa do CDB: 105% de 13,90% = 13,90 × 1,05 = 14,595% ao ano;
- Rendimento bruto: R$ 10.000 × 14,595% = R$ 1.459,50 em 12 meses;
- Alíquota de IR: 365 dias cai na faixa de 361 a 720 dias, portanto 17,5%;
- Imposto devido: R$ 1.459,50 × 0,175 = R$ 255,41, retido na fonte pelo banco;
- Resultado líquido: R$ 1.459,50 – R$ 255,41 = R$ 1.204,09. Saldo final: R$ 11.204,09.
Se o resgate fosse feito com 6 meses (181 dias), a alíquota subiria para 20%: rendimento bruto de cerca de R$ 706, imposto de R$ 141 e líquido de aproximadamente R$ 565. Por isso, mesmo em produto com liquidez diária, quanto mais tempo o dinheiro fica, menor a mordida do IR. O cálculo considera CDI constante, o que é uma simplificação: em ciclo de queda da Selic como o atual, o rendimento dos meses seguintes tende a ser um pouco menor.
CDB liquidez diária, poupança ou Tesouro Selic: qual rende mais?
Com a Selic em 14,00%, qualquer CDB a partir de 100% do CDI rende bem mais que a poupança, mesmo depois do IR: cerca de 11,5% líquidos contra 8,4% da poupança em 12 meses. O Tesouro Selic fica muito próximo do CDB de 100% do CDI, com a vantagem de não depender da saúde de um banco.
Como a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais TR, o que em agosto de 2026 dá 0,6717% ao mês (dado oficial do Banco Central de 11/08/2026), cerca de 8,4% ao ano. A isenção de IR da poupança não compensa a taxa menor. Comparativo direto:
| Critério | CDB liquidez diária (100 a 110% CDI) | Poupança | Tesouro Selic |
|---|---|---|---|
| Rendimento líquido estimado em 12 meses | 11,5% a 12,6% | ~8,4% | ~11,4% |
| Rende todo dia útil? | Sim | Não, só na data de aniversário mensal | Sim |
| Imposto de Renda | Regressivo (22,5% a 15%) | Isenta | Regressivo (22,5% a 15%) |
| Proteção | FGC até R$ 250 mil por instituição | FGC até R$ 250 mil | Garantia do Tesouro Nacional |
| Custo extra | Zero | Zero | Taxa B3 de 0,20% a.a. (isenta até R$ 10 mil) |
Um detalhe que muita gente ignora: na poupança, se você resgatar um dia antes do aniversário do depósito, perde todo o rendimento daquele mês. No CDB de liquidez diária isso não existe, o rendimento é apropriado dia a dia. Para valores acima de R$ 250 mil ou para quem quer risco soberano, o Tesouro Selic é a alternativa natural. Já comparamos poupança e contas digitais em detalhe no post Conta Digital ou Poupança em 2026.
CDB de banco médio é seguro? Como funciona o FGC
Sim, dentro do limite do Fundo Garantidor de Créditos: se o banco emissor quebrar, o FGC devolve até R$ 250 mil por CPF por instituição (valor aplicado mais rendimento), com teto global de R$ 1 milhão por CPF renovado a cada 4 anos. É essa garantia que permite aplicar em banco médio pagando 105% ou 110% do CDI.
Regras práticas para usar o FGC a seu favor:
- Mantenha no máximo cerca de R$ 230 mil por banco, deixando folga para o rendimento acumulado caber dentro dos R$ 250 mil;
- O limite é por instituição (conglomerado financeiro): dividir R$ 500 mil entre dois bancos diferentes deixa tudo coberto;
- O pagamento pelo FGC não é instantâneo em caso de liquidação do banco: historicamente leva semanas ou alguns meses. Reserva de emergência de uso imediato merece uma parte em emissor de baixíssimo risco;
- Valores sujeitos a alteração: confirme os limites vigentes no site oficial do FGC antes de decidir.
O caso recente de investigação envolvendo banco médio, que analisamos em PF investiga banqueiro: seu CDB está seguro com FGC?, mostra por que respeitar esse teto não é paranoia, é gestão de risco.
Vale a pena CDB promocional de 130% ou 200% do CDI?
Vale, desde que você leia as condições: essas taxas são reais, mas quase sempre valem por 30 a 90 dias, com teto de valor (R$ 5 mil a R$ 50 mil) e só para clientes novos. Depois do período promocional, o saldo cai para a taxa padrão do banco, geralmente 100% do CDI.
Faça a conta antes de se empolgar: 200% do CDI por 35 dias sobre R$ 10 mil rende cerca de R$ 260 brutos, uns R$ 100 a mais que os R$ 106 de um CDB comum no mesmo período, e desse ganho extra ainda saem 22,5% de IR. É um bônus bem-vindo, não uma mudança de vida. As pegadinhas clássicas:
- Taxa média enganosa: “150% do CDI” que na verdade é escalonado e só chega a 150% no último mês de uma jornada longa;
- Liquidez limitada: algumas promoções só pagam a taxa cheia se você não resgatar antes de uma data;
- Renovação automática para um produto pior ao fim da promoção;
- Banco pequeno pagando muito acima do mercado sem prazo definido: taxa alta permanente é prêmio de risco. Fique dentro do FGC.
Como investir em um CDB de liquidez diária (passo a passo)
O processo todo leva menos de 15 minutos pelo celular: abrir conta em banco ou corretora, transferir o valor via Pix, escolher um CDB de liquidez diária com pelo menos 100% do CDI e confirmar a aplicação. Não há valor mínimo alto: muitos produtos aceitam a partir de R$ 1 a R$ 100.
- Escolha a instituição: banco onde você já tem conta ou corretora com prateleira de vários emissores (para acessar bancos médios que pagam mais);
- Confira a taxa e a liquidez: procure “liquidez diária” ou “resgate D+0/D+1” e percentual do CDI de 100% para cima;
- Verifique o emissor: quem emite o CDB é quem deve a você. Cheque se o valor total que você terá naquele banco fica abaixo de R$ 250 mil;
- Transfira e aplique: Pix na conta, seleção do produto, confirmação. O rendimento começa a contar no dia útil seguinte;
- Acompanhe uma vez por mês: confira se a taxa não mudou e se não surgiu opção melhor no próprio app.
5 erros comuns com CDB de liquidez diária
Os erros mais caros são deixar o dinheiro no saldo parado da conta achando que rende, aceitar menos de 100% do CDI por comodidade, ignorar o teto do FGC, resgatar antes de 30 dias pagando IOF e usar CDB de liquidez diária para objetivos de longo prazo, onde LCI, LCA e CDBs longos pagam mais.
- Confundir conta que rende com CDB: em vários bancos o saldo em conta só rende se você ativar a função ou mover para uma “caixinha”. Explicamos as diferenças no comparativo de conta remunerada e CDB automático;
- Fidelidade cara: manter CDB antigo a 90% do CDI quando o mesmo banco vende outro a 102%;
- Ignorar o prazo do IR: resgatar com 179 dias (22,5%) quando dava para esperar 181 dias (20%);
- Estourar o FGC: concentrar R$ 400 mil num único banco médio por causa de 2 pontos a mais de CDI;
- Deixar tudo em liquidez diária para sempre: dinheiro com horizonte acima de 6 meses rende mais em LCI e LCA isentas de IR ou em CDB de vencimento longo.
Quando o CDB de liquidez diária NÃO é a melhor escolha
Ele perde quando você não vai precisar do dinheiro no curto prazo. Para prazos acima de 6 meses, uma LCI ou LCA isenta de IR a 90% do CDI costuma render mais que um CDB de liquidez diária a 100%. Para prazos acima de 2 anos, CDBs sem liquidez pagando 115% ou mais do CDI ampliam a vantagem.
Uma régua rápida para decidir:
- Reserva de emergência e dinheiro do mês: CDB liquidez diária ou conta remunerada (100% ou mais do CDI);
- Objetivo entre 6 meses e 2 anos (viagem, IPVA, entrada de veículo): LCI/LCA isenta ou CDB com vencimento casado com a data;
- Acima de 2 anos: CDB longo (alíquota de 15%), LCI/LCA longa ou Tesouro;
- Acima de R$ 250 mil no mesmo banco: diversifique emissores ou use Tesouro Selic.
Perguntas Frequentes
Quanto rende R$ 1.000 por mês em CDB de liquidez diária?
Com o CDI a 13,90% ao ano (agosto de 2026), R$ 1.000 em um CDB a 100% do CDI rendem cerca de R$ 10,91 brutos em 30 dias. Descontando o IR de 22,5% da faixa inicial, sobram aproximadamente R$ 8,45 líquidos. Na poupança, os mesmos R$ 1.000 rendem cerca de R$ 6,72 no mês. A diferença parece pequena em valores baixos, mas é proporcional: em R$ 100 mil, são cerca de R$ 845 líquidos por mês no CDB contra R$ 672 na poupança. Valores estimados, sujeitos à variação do CDI.
CDB de liquidez diária pode dar prejuízo?
Em condições normais, não. O CDB pós-fixado ao CDI não tem marcação a mercado negativa para quem resgata: o saldo só cresce dia após dia. Os dois riscos reais são outros: a quebra do banco emissor (mitigada pelo FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição) e o risco de o rendimento perder da inflação em cenários de juro real baixo, o que não é o caso em 2026, com Selic a 14,00% e CDI a 13,90%. Resgates antes de 30 dias pagam IOF sobre o rendimento, o que reduz o ganho, mas não consome o valor principal aplicado.
Qual a diferença entre CDB e RDB?
Os dois são títulos de captação bancária que rendem um percentual do CDI e contam com a garantia do FGC até R$ 250 mil. A diferença jurídica: o CDB pode ser transferido ou negociado com terceiros, enquanto o RDB (Recibo de Depósito Bancário) é inegociável, só admite resgate na própria instituição. Vários bancos digitais usam RDB com liquidez diária como produto de rendimento automático da conta. Para quem aplica e resgata no próprio aplicativo, o efeito prático é o mesmo: o que importa é o percentual do CDI, a liquidez e a solidez do emissor.
O que rende mais: CDB 100% do CDI ou poupança?
O CDB, com folga, mesmo pagando imposto. Em agosto de 2026, 100% do CDI equivale a 13,90% ao ano brutos; após o IR de 17,5% em 12 meses, sobra cerca de 11,47% líquido. A poupança rende 0,5% ao mês mais TR, cerca de 8,4% ao ano, isenta. Em R$ 10.000, a diferença é de aproximadamente R$ 310 por ano em favor do CDB. A poupança só empataria se o CDB pagasse cerca de 73% do CDI, taxa que nenhum produto decente pratica hoje.
Preciso declarar CDB no Imposto de Renda?
Sim, se você estiver obrigado a entregar a declaração anual. O saldo entra na ficha “Bens e Direitos” (grupo 04, código 02) pelo valor em 31 de dezembro, e os rendimentos vão em “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”. Não há imposto extra a pagar na declaração: o IR do CDB é retido na fonte pelo banco no momento do resgate, conforme a tabela regressiva da Lei nº 11.033/2004. O informe de rendimentos que a instituição disponibiliza até o fim de fevereiro traz todos os números prontos para copiar.
Posso perder dinheiro se o banco do CDB quebrar?
Até R$ 250 mil por CPF por instituição, não: o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) cobre o valor aplicado mais os rendimentos. Acima disso, o excedente entra na fila de credores da liquidação, com chance real de perda. Há ainda o teto global de R$ 1 milhão por CPF, renovado a cada 4 anos, somando todas as instituições. Dois cuidados: o pagamento do FGC costuma levar semanas após a liquidação, e o limite vale por conglomerado (dois bancos do mesmo grupo contam como um). Valores sujeitos a alteração, confirme no site oficial do FGC.
CDB de liquidez diária serve para reserva de emergência?
É uma das melhores opções disponíveis, ao lado do Tesouro Selic. Reúne os três requisitos da reserva: liquidez imediata (resgate D+0 ou D+1), previsibilidade (rende CDI todo dia útil, sem oscilação negativa) e segurança (FGC até R$ 250 mil). Prefira emissores sólidos pagando pelo menos 100% do CDI. Uma estratégia comum é dividir: parte em CDB D+0 de banco grande para saque no mesmo dia, parte em banco médio a 105% ou mais para engordar o rendimento. Evite deixar a reserva em CDB promocional com trava de resgate.
Qual o valor mínimo para investir em CDB com liquidez diária?
Depende da instituição: bancos digitais aceitam aplicações a partir de R$ 1 em produtos de rendimento automático, e a maioria dos CDBs de prateleira em corretoras parte de R$ 50 a R$ 1.000. Não existe exigência legal de valor mínimo. Para quem está começando, aplicar R$ 100 por mês a 100% do CDI já cria o hábito e rende mais que o dobro da poupança em termos de taxa. O mais importante no início não é a taxa, é tirar o dinheiro do saldo parado da conta corrente, que rende zero.
CDB rende no fim de semana e feriado?
Não. O CDI é apurado apenas em dias úteis, então o CDB rende de segunda a sexta, descontados os feriados bancários nacionais. Na prática, o rendimento de sexta-feira já embute a remuneração do período até segunda: aplicando na sexta, o dinheiro começa a render no próximo dia útil. Em um ano, são cerca de 252 dias úteis de rendimento. É por isso que a conta de “13,90% ao ano dividido por 365” não bate com o extrato: a taxa diária do CDI é calculada na base de 252 dias úteis.
Vale a pena trocar a poupança pelo CDB em 2026?
Para a imensa maioria das pessoas, sim. Com Selic a 14,00%, a poupança paga cerca de 8,4% ao ano, enquanto um CDB de liquidez diária a 100% do CDI entrega cerca de 11,5% líquidos. Em R$ 20.000 parados, a troca representa aproximadamente R$ 620 a mais por ano sem abrir mão de liquidez nem de garantia do FGC. O único cuidado é o prazo do IR: se você resgatar tudo em menos de 30 dias, o IOF corta boa parte do ganho do período. Migre o que não será usado no próximo mês e mantenha o fluxo do dia a dia na conta.
A taxa do meu CDB pode mudar depois que eu aplicar?
O percentual do CDI contratado não muda para o dinheiro já aplicado: se você entrou a 102% do CDI, esse contrato vale até o resgate ou vencimento. O que muda é o CDI em si, que acompanha a Selic definida pelo Copom a cada 45 dias. Com a Selic em ciclo de queda em 2026 (quatro cortes seguidos até agosto), o rendimento em reais dos próximos meses tende a diminuir mesmo com o percentual contratado intacto. Atenção com produtos promocionais: neles, a taxa turbinada expira na data prevista em contrato e o saldo passa a render a taxa padrão.
Conteúdo informativo atualizado em 13 de agosto de 2026. Taxas de CDI, Selic, TR e percentuais praticados pelas instituições mudam ao longo do tempo e os valores apresentados são estimativas, sujeitas a alteração. Confirme as taxas vigentes no site oficial do Banco Central (bcb.gov.br) e as condições de cada produto na instituição emissora. Este artigo não substitui orientação financeira profissional e não constitui recomendação de investimento.
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Atualizado em 13 de agosto de 2026
Por Sostenes Meister — Empreendedor digital e especialista em finanças pessoais com mais de 10 anos de experiência. Pesquiso e analiso produtos financeiros brasileiros — empréstimos, cartões, investimentos, seguros, benefícios sociais — para ajudar leitores a tomarem decisões mais inteligentes com o próprio dinheiro. Editor responsável e curador do conteúdo do Ecarts.
Empreendedor digital e especialista em finanças pessoais com mais de 10 anos de experiência. Pesquiso e analiso produtos financeiros brasileiros — empréstimos, cartões, investimentos, seguros, benefícios sociais — para ajudar leitores a tomarem decisões mais inteligentes com o próprio dinheiro. Editor responsável e curador do conteúdo do Ecarts.
Atualizado em 13 de agosto de 2026









