ETF Brasil 2026: Como Funciona, Tributação de 15% de IR e Taxa de Administração dos Fundos de Índice

Atualizado em: 13/08/2026Revisado por: Verificado em fontes oficiais (Detran, gov.br, Caixa, INSS)
Resposta rápidaAtualizado em agosto de 2026. Com a Selic mantida em 14,00% ao ano desde a reunião do Copom de 5 de agosto de 2026, segundo dados oficiais do Banco Central do Brasil, o custo de oportunidade da renda variável voltou ao centro do debate de quem investe. ETF (sigla em inglês para Exchange Traded Fund) é um fundo de investimento…
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Atualizado em 13 de agosto de 2026 · Leitura: 17 min · Fontes oficiais: gov.br, BCB, INSS, Receita Federal
📅 17 de março de 2026⏱️ 17 min de leitura
TL;DR — Resumo rápido: ETF é um fundo de índice negociado em bolsa como uma ação, com gestão passiva e taxa de administração geralmente entre 0,05% e 0,50% ao ano. No Brasil, o ganho de capital na venda paga 15% de Imposto de Renda via DARF, e a isenção de R$ 20 mil por mês que existe para ações NÃO se aplica a ETF, conforme a Lei nº 11.033/2004. Com a Selic em 14,00% ao ano, comparar ETF com renda fixa também entra na conta.
📑 Sumário deste guia
  1. O que é um ETF e como ele funciona na prática?
  2. Como funciona a tributação de ETF no Imposto de Renda?
  3. A isenção de R$ 20 mil por mês vale para ETF de ações?
  4. ETF tem come-cotas? E o ETF de renda fixa é diferente?
  5. Qual é a taxa de administração de um ETF e como comparar?
  6. Quais os principais tipos de ETF negociados na B3?
  7. ETF, fundo de ações ativo ou ações diretas: qual a diferença?
  8. Exemplo de cálculo passo a passo do Imposto de Renda na venda de ETF
  9. Como comprar um ETF pela primeira vez?
  10. Quais são os riscos de investir em ETF?
  11. ETF é uma boa opção com a Selic em 14% ao ano em 2026?
  12. Perguntas Frequentes

Atualizado em agosto de 2026. Com a Selic mantida em 14,00% ao ano desde a reunião do Copom de 5 de agosto de 2026, segundo dados oficiais do Banco Central do Brasil, o custo de oportunidade da renda variável voltou ao centro do debate de quem investe. ETF (sigla em inglês para Exchange Traded Fund) é um fundo de investimento cujas cotas são negociadas em bolsa de valores, assim como uma ação, e que replica passivamente um índice de referência, como o Ibovespa ou o S&P 500. Este guia explica o mecanismo, a tributação na venda, se a isenção de R$ 20 mil vale para ETF, quanto custa a taxa de administração e como comparar as opções disponíveis na B3, sem prometer qual “é a melhor”.

O que é um ETF e como ele funciona na prática?

ETF é um fundo de investimento negociado em bolsa que compra uma cesta de ativos para replicar o desempenho de um índice, sem que um gestor escolha ativamente quais papéis comprar ou vender. É o modelo de gestão passiva: a única meta do fundo é seguir o índice de referência o mais próximo possível.

Na prática, comprar um ETF funciona como comprar uma ação:

  • Negociação em bolsa: as cotas são compradas e vendidas na B3 durante o pregão, pelo home broker de qualquer corretora, com cotação em tempo real;
  • Cesta de ativos: ao comprar uma cota, o investidor passa a ter exposição proporcional a todos os ativos do índice replicado, sem comprar cada papel separadamente;
  • Gestão passiva: diferente de um fundo de ações ativo, o ETF não tenta “bater o mercado”, apenas acompanhar o índice, o que costuma reduzir custos;
  • Liquidez de bolsa: diferente de um fundo tradicional, que resgata em D+1 ou mais, a venda de ETF é liquidada como qualquer ação.

Existem ETFs de renda variável, que replicam índices de ações no Brasil ou no exterior, e ETFs de renda fixa, que replicam índices de títulos públicos, com tratamento tributário diferente entre os dois grupos, explicado a seguir.

Como funciona a tributação de ETF no Imposto de Renda?

O ganho de capital na venda de ETF de ações paga 15% de Imposto de Renda, recolhido pelo investidor via DARF até o último dia útil do mês seguinte, sem retenção automática na fonte. Há ainda um IRRF residual de 0,005% sobre o valor da venda (o “dedo-duro”), retido pela corretora e compensável no cálculo final.

O mecanismo segue a lógica das ações comuns na B3: o investidor apura mensalmente o resultado das vendas (lucro menos prejuízo), aplica a alíquota sobre o saldo positivo e gera o DARF pelo código de receita de renda variável. Diferente das ações, o ETF não tem a isenção de R$ 20 mil mensais, tema da próxima seção. Apurar e recolher o imposto é responsabilidade do próprio investidor, como já detalhamos no guia sobre como declarar investimentos em bolsa no IR.

A isenção de R$ 20 mil por mês vale para ETF de ações?

Não. A isenção de IR para vendas de até R$ 20.000,00 por mês, prevista na Lei nº 11.033/2004, é restrita ao mercado à vista de ações e a operações com ouro ativo financeiro. Como o ETF é juridicamente uma cota de fundo negociada em bolsa e não uma ação, o entendimento de mercado é de que a isenção não se aplica a ele: toda venda de ETF com lucro paga 15%, mesmo que o valor alienado no mês seja de R$ 500,00.

O texto oficial, no artigo 3º, inciso I, da Lei nº 11.033/2004, diz: “Ficam isentos do imposto de renda: I – os ganhos líquidos auferidos por pessoa física em operações no mercado à vista de ações nas bolsas de valores e em operações com ouro ativo financeiro cujo valor das alienações, realizadas em cada mês, seja igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais), para o conjunto de ações e para o ouro ativo financeiro respectivamente”, conforme o texto integral publicado no Planalto. A lei menciona expressamente “ações”, sem citar cotas de fundos negociados em bolsa, e é esse recorte literal que sustenta a cobrança de 15% sobre qualquer ganho com ETF, independentemente do valor vendido no mês.

Isso muda a estratégia de quem opera ações e ETF ao mesmo tempo: os resultados de cada um entram em apurações separadas, com regra própria de isenção e alíquota.

ETF tem come-cotas? E o ETF de renda fixa é diferente?

ETF de ações não sofre come-cotas: a tributação acontece só na venda, com a alíquota de 15% já mencionada. O ETF de renda fixa também não tem come-cotas, mas por motivo diferente: parte de alíquota fixa de 15% desde o primeiro dia, sem depender do prazo de aplicação.

O come-cotas é a cobrança antecipada de IR que incide sobre a maioria dos fundos tradicionais em maio e novembro, e não existe para os fundos isentos e para os fundos de ações, categoria que inclui os ETFs de renda variável. Segundo a Itaú Asset Management, “o come-cotas é uma antecipação de imposto de renda cobrada semestralmente sobre os fundos de investimento, com alíquotas de 15% a 20%, dependendo do tipo de fundo (longo prazo ou curto prazo)”, cobrança da qual ficam de fora “os isentos e os de ações”.

A mesma fonte explica que os ETFs de renda fixa partem de alíquota fixa de 15% independentemente do prazo, com IOF zerado e sem DARF, já que o imposto é retido no resgate pela corretora. Isso os diferencia dos fundos de renda fixa tradicionais, que cobram come-cotas e só chegam à alíquota mínima de 15% depois de dois anos, conforme a tabela regressiva, o que tende a favorecer o rendimento composto no longo prazo.

Qual é a taxa de administração de um ETF e como comparar?

A taxa de administração de ETFs na B3 costuma variar, de forma geral, entre 0,05% e 0,50% ao ano sobre o patrimônio do fundo, faixa bem abaixo da cobrada por fundos de ações com gestão ativa, entre 1% e 3% ao ano. O valor exato varia por gestora, índice replicado e porte do fundo, e deve ser conferido na lâmina e no regulamento antes de investir.

Onde conferir a taxa real de um ETF específico:

  • Lâmina do fundo: documento resumido, no site da gestora e nas corretoras, com taxa de administração, objetivo, índice replicado e histórico;
  • Regulamento: documento completo com regras de cobrança, taxa de performance (quando houver) e política de replicação;
  • Portal do investidor da CVM: o regulador do mercado de capitais disponibiliza consulta a fundos registrados, incluindo ETFs, no gov.br/investidor;
  • Site da B3: a bolsa mantém a relação de ETFs listados, com o ticker de cada um, em b3.com.br.

Taxa baixa não é sinônimo automático de melhor ETF: também importam o erro de replicação (o quanto o fundo se distancia do índice) e a liquidez em bolsa, que afeta o spread pago na compra e venda. Confira esses dados na lâmina, e lembre que rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

Quais os principais tipos de ETF negociados na B3?

A B3 lista ETFs que replicam índices de ações brasileiras, ações internacionais e títulos de renda fixa, entre outras categorias. A tabela abaixo cita categorias conhecidas do mercado brasileiro apenas como ilustração do que existe hoje, sem qualquer indicação de que sejam a melhor escolha: cada decisão depende do perfil, do horizonte e da tolerância a risco de quem investe.

Índice replicado O que representa Categoria
Ibovespa Principal índice de ações da bolsa brasileira Renda variável Brasil
IBrX 100 100 ações mais negociadas na B3 Renda variável Brasil
Small Caps Empresas de menor valor de mercado listadas na B3 Renda variável Brasil
S&P 500 500 maiores empresas listadas nos Estados Unidos Renda variável internacional
IMA-B Cesta de títulos públicos federais indexados ao IPCA Renda fixa

Tabela apenas ilustrativa. Não é recomendação de compra de nenhum ticker: antes de investir, confira a lâmina atualizada, a taxa de administração vigente e o histórico de aderência ao índice na corretora ou na gestora responsável.

ETF, fundo de ações ativo ou ações diretas: qual a diferença?

ETF, fundo de ações ativo e compra direta de ações são três formas de se expor à bolsa, com diferenças de custo, tributação e gestão. Nenhuma é superior em todos os cenários: a escolha depende do quanto o investidor quer diversificar automaticamente, pagar em taxa e operar ativamente.

Característica ETF Fundo ativo Ações diretas
Tipo de gestão Passiva (replica índice) Ativa (gestor escolhe ativos) Própria (investidor escolhe)
Taxa de administração típica Cerca de 0,05% a 0,50% ao ano Cerca de 1% a 3% ao ano Não há, mas há custos de corretagem
IR sobre ganho de capital 15%, sem isenção de R$ 20 mil 15% no resgate 15%, com isenção até R$ 20 mil por mês
Come-cotas Não Não (fundos de ações são isentos dessa cobrança) Não se aplica
Liquidez Alta, negociação em tempo real na bolsa Conforme regulamento, geralmente D+1 a D+4 Alta, negociação em tempo real na bolsa
Diversificação automática Sim, cesta de ativos numa única cota Sim, conforme carteira do gestor Não, exige comprar ativo por ativo

O ETF tende a ser competitivo para quem quer diversificação ampla com custo baixo. O fundo ativo serve a quem confia na tese de um gestor específico, mesmo pagando taxa maior. As ações diretas exigem mais tempo, mas preservam a isenção de R$ 20 mil.

Exemplo de cálculo passo a passo do Imposto de Renda na venda de ETF

Valores hipotéticos, apenas para ilustrar a mecânica do cálculo, sem prever rentabilidade de nenhum ativo. Suponha a venda de um ETF de ações com lucro em três cenários no mesmo mês:

Cenário Valor de compra Valor de venda Ganho de capital IR devido (15%)
A R$ 5.000,00 R$ 5.600,00 R$ 600,00 R$ 90,00
B R$ 15.000,00 R$ 16.800,00 R$ 1.800,00 R$ 270,00
C R$ 30.000,00 R$ 33.000,00 R$ 3.000,00 R$ 450,00
  1. Apure o ganho do mês: some as vendas com lucro e subtraia prejuízos com ETF no mesmo mês, chegando ao resultado líquido;
  2. Aplique 15% sobre o resultado líquido positivo, sem direito à isenção de R$ 20 mil, que vale só para ações;
  3. Desconte o IRRF já retido pela corretora (0,005% sobre a venda), pois é compensável;
  4. Gere o DARF com o código de renda variável e pague até o último dia útil do mês seguinte;
  5. Guarde o comprovante para a declaração de ajuste anual, na ficha de ganhos de capital.

No cenário C, o investidor deve R$ 450,00 de IR mesmo vendendo apenas R$ 33.000,00 no mês. É essa diferença de tratamento frente às ações que costuma pegar quem migra sem revisar a rotina de apuração.

Como comprar um ETF pela primeira vez?

Comprar um ETF segue o mesmo fluxo de comprar uma ação: conta em corretora, transferência e ordem de compra pelo ticker do fundo, via home broker.

  1. Abra conta em uma corretora habilitada pela B3, o mesmo tipo de conta usada para comprar ações;
  2. Transfira o valor via Pix ou TED para a conta da corretora;
  3. Pesquise o ticker do ETF no home broker, conferindo o índice replicado e a taxa de administração na lâmina;
  4. Envie a ordem de compra, informando a quantidade de cotas e o tipo de ordem (a mercado ou com preço limitado);
  5. Acompanhe a posição no extrato da corretora, com custo médio, cotação atual e histórico, dado essencial na hora de apurar o IR.

Não existe valor mínimo legal para comprar um ETF: o piso prático é o preço de uma única cota, que varia conforme o fundo e o dia, consultável em tempo real no home broker ou no site da B3.

Quais são os riscos de investir em ETF?

ETF não tem garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e está sujeito à variação do índice que replica, podendo gerar perdas se o índice cair no período em que o investidor está posicionado. É renda variável, e como tal carrega volatilidade e risco de mercado.

Os riscos práticos a considerar antes de investir:

  • Risco de mercado: se o índice replicado cair, o valor da cota cai na mesma proporção, sem proteção de capital;
  • Risco de liquidez do fundo específico: ETFs com pouco volume diário podem ter spread maior entre compra e venda, encarecendo a operação;
  • Erro de replicação: nenhum ETF acompanha o índice de forma perfeita; custos operacionais podem gerar pequenas distorções, detalhadas na lâmina;
  • Ausência de garantia do FGC: diferente de CDB, LCI ou LCA, o ETF não tem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos;
  • Risco cambial, em ETFs internacionais: fundos que replicam índices no exterior ficam expostos à variação do câmbio, mesmo negociados em reais na B3.

Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura, e ETF não deve ser tratado como substituto de reserva de emergência, que exige liquidez e baixa volatilidade típicas de renda fixa.

ETF é uma boa opção com a Selic em 14% ao ano em 2026?

Não existe resposta única: quanto maior a Selic, maior o custo de oportunidade de manter dinheiro em renda variável em vez de renda fixa, mas isso não torna o ETF automaticamente uma escolha ruim, já que os dois cumprem papéis diferentes numa carteira. Com a Selic em 14,00% ao ano, segundo a série histórica divulgada pelo Banco Central, títulos de renda fixa pós-fixados voltaram a pagar juros elevados, o que costuma reduzir o apetite por risco de curto prazo.

Ainda assim, ETF e renda fixa não são substitutos diretos: o primeiro busca exposição a ações ou outros índices, com potencial de valorização e risco de perda; o segundo entrega previsibilidade e, em muitos casos, garantia do FGC. Veja o panorama completo sobre os melhores investimentos em renda fixa com a Selic atual, a comparação entre CDB ou Tesouro Direto, e as opções isentas de IR como LCI e LCA e debêntures incentivadas. Para a reserva de emergência que não deve ir para ETF, veja o guia de CDB com liquidez diária. Nenhuma decisão de alocação deve ser tomada só com base neste conteúdo informativo, que não substitui orientação financeira profissional considerando o seu perfil de investidor.

Perguntas Frequentes

O que é ETF, de forma simples?

ETF é um fundo cujas cotas são negociadas em bolsa, assim como uma ação, e que replica passivamente um índice, como o Ibovespa ou o S&P 500. Em vez de escolher ações uma a uma, o investidor compra uma única cota com exposição proporcional a toda a cesta de ativos do índice. A gestão é passiva: o objetivo não é bater o mercado, e sim acompanhá-lo, o que costuma resultar em taxa de administração menor do que a de fundos ativos. A negociação acontece pelo home broker de qualquer corretora habilitada na B3.

ETF paga dividendos?

Depende do ETF e da política de cada gestora: alguns distribuem os proventos das empresas do índice, outros reinvestem automaticamente na carteira do fundo, sem distribuição ao cotista. A forma de tratamento consta na lâmina e no regulamento, documentos a conferir antes de investir. Quando há distribuição, o valor segue regras de tributação de rendimentos de fundos, diferentes da tributação do ganho de capital na venda das cotas.

Qual a alíquota de IR na venda de ETF?

A alíquota é de 15% sobre o ganho de capital apurado na venda de ETF de ações, recolhida via DARF pelo investidor até o último dia útil do mês seguinte. Diferente das ações comuns, não existe isenção para vendas de até R$ 20.000,00 por mês: todo lucro na venda de ETF é tributado, independentemente do valor movimentado. Há ainda um IRRF de 0,005% sobre o valor da venda, retido pela corretora como controle da Receita Federal e compensável no cálculo do imposto devido no mês.

A isenção de R$ 20 mil vale para ETF?

Não. A isenção do artigo 3º, inciso I, da Lei nº 11.033/2004 vale apenas para o “mercado à vista de ações nas bolsas de valores” e para operações com ouro ativo financeiro, quando o valor das vendas do mês for igual ou inferior a R$ 20.000,00. Como o ETF é tecnicamente uma cota de fundo negociada em bolsa, e não uma ação, o entendimento de mercado é de que a isenção não se estende a ele: mesmo quem vende poucas centenas de reais em ETF com lucro deve apurar e recolher os 15% sobre o ganho.

ETF tem come-cotas?

Não. Os fundos de ações, categoria que inclui os ETFs de renda variável, ficam de fora do come-cotas, que atinge a maioria dos fundos tradicionais em maio e novembro. Os ETFs de renda fixa também não têm come-cotas: partem de alíquota fixa de 15% desde o primeiro dia, sem depender do prazo, e sem IOF. Isso favorece o rendimento composto no longo prazo, já que não há antecipação semestral de imposto reduzindo a base de cálculo dos juros.

Qual a taxa de administração média de um ETF no Brasil?

De forma geral, a taxa de administração de ETFs na B3 fica entre 0,05% e 0,50% ao ano sobre o patrimônio do fundo, bem menor do que a de fundos de ações com gestão ativa, que costuma ficar entre 1% e 3% ao ano. O valor exato varia por gestora, índice replicado e porte do fundo, e deve ser conferido na lâmina e no regulamento de cada ETF, documentos disponíveis no site da gestora, na corretora e em ferramentas de consulta da CVM, já que médias de mercado não substituem a conferência do produto específico.

Preciso pagar DARF ao vender ETF?

Sim, sempre que houver lucro no mês. O investidor apura o resultado líquido das vendas, aplica 15% sobre o ganho e gera o próprio DARF, com pagamento até o último dia útil do mês seguinte. Diferente da renda fixa, onde o imposto costuma ser retido automaticamente, na venda de ETF o recolhimento é responsabilidade do investidor: a corretora só retém o IRRF residual de 0,005% sobre o total vendido, compensável no cálculo final.

Qual a diferença entre ETF e fundo de índice tradicional fora da bolsa?

O ETF é negociado em bolsa, com cotação em tempo real, enquanto um fundo de índice não listado é comprado e resgatado com a gestora ou pela corretora, com prazo em regulamento, geralmente D+1 ou mais. Ambos replicam o mesmo tipo de índice com gestão passiva, mas a negociação, os custos de corretagem e, às vezes, o tratamento tributário diferem. Compare taxa de administração, liquidez e tributação na lâmina antes de escolher.

ETF de renda fixa é mais seguro que o Tesouro Direto?

Não necessariamente: são produtos diferentes, com riscos diferentes. O Tesouro Direto tem garantia do Tesouro Nacional, o menor risco de crédito do país. O ETF de renda fixa não tem garantia do FGC nem do Tesouro Nacional, e seu valor oscila conforme a marcação a mercado dos títulos da carteira, ainda que a tributação seja vantajosa (alíquota fixa de 15%, sem come-cotas). Compare a taxa de administração do ETF com o custo de custódia do Tesouro Direto antes de escolher.

Posso perder todo o dinheiro investido em ETF?

É cenário extremo e pouco provável em ETFs que replicam índices amplos, como Ibovespa ou S&P 500, pois exigiria que todas as empresas do índice quebrassem ao mesmo tempo. Ainda assim, ETF é renda variável, sem garantia de capital e sem cobertura do FGC: a cota pode cair de forma expressiva em crises, com perdas relevantes se o investidor precisar vender no momento errado. Por isso, ETF não deve compor a reserva de emergência nem receber recursos necessários no curto prazo.

ETF é indicado para quem está começando a investir?

Pode ser uma porta de entrada válida, já que oferece diversificação automática numa única compra e dispensa a escolha ativa de ações, mas isso não elimina o risco de mercado nem a necessidade de estudo prévio. Antes de comprar, entenda que é renda variável (com possibilidade de perdas), confira a taxa de administração e o índice replicado na lâmina, e destine apenas parte da carteira a esse produto, mantendo a reserva de emergência em renda fixa com liquidez diária. Conteúdo informativo, não é recomendação personalizada.

Conteúdo informativo atualizado em 13 de agosto de 2026. Taxa Selic, alíquotas de IR, faixas de taxa de administração e regras tributárias estão sujeitas a alteração: confirme o cenário vigente nos portais oficiais (bcb.gov.br, planalto.gov.br, gov.br/receitafederal e gov.br/investidor) e nas lâminas e regulamentos atualizados de cada fundo antes de investir. Este artigo não substitui orientação financeira, contábil ou jurídica profissional, não é recomendação de compra de nenhum ativo específico, e rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

Sostenes Meister

Empreendedor digital e especialista em finanças pessoais com mais de 10 anos de experiência. Pesquiso e analiso produtos financeiros brasileiros — empréstimos, cartões, investimentos, seguros, benefícios sociais — para ajudar leitores a tomarem decisões mais inteligentes com o próprio dinheiro. Editor responsável e curador do conteúdo do Ecarts.

Atualizado em 13 de agosto de 2026

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