📑 Sumário deste guia
Atualizado em junho de 2026. Para consultar se você tem dinheiro esquecido em bancos, basta acessar o site oficial do Banco Central, valoresareceber.bcb.gov.br, informar seu CPF e a data de nascimento. A consulta inicial é gratuita e leva poucos segundos. Se houver valores disponíveis, você solicita a devolução com login na conta gov.br nível prata ou ouro, e o dinheiro cai via Pix em até 12 dias úteis. Este guia explica passo a passo como funciona o Sistema de Valores a Receber (SVR), quais quantias podem aparecer e como evitar golpes.
O que é o SVR e o dinheiro esquecido
O Sistema de Valores a Receber (SVR) é uma ferramenta criada e mantida pelo Banco Central do Brasil para devolver aos cidadãos e às empresas recursos que ficaram parados em instituições financeiras. Na prática, é o famoso “dinheiro esquecido”: quantias que pertencem a você, mas que ficaram retidas em algum banco, cooperativa, corretora, consórcio ou instituição de pagamento por algum motivo administrativo.
Esses valores existem porque, ao longo dos anos, muita gente encerra contas sem sacar todo o saldo, paga tarifas cobradas de forma indevida ou tem parcelas de consórcio que sobraram após o encerramento de um grupo. O SVR centraliza essas informações em um único lugar, permitindo que qualquer pessoa descubra, gratuitamente, se tem algo a receber. Os serviços do sistema são totalmente gratuitos em todas as etapas, da consulta ao resgate.
📬 Receba alertas de IPVA, multas e CNH antes de vencer
Cadastre seu e-mail e receba semanalmente os calendários e dicas atualizadas do seu estado.
Quem pode consultar valores

A consulta está disponível para pessoas físicas e jurídicas. Você pode verificar valores em três situações principais:
- Para você mesmo: usando seu CPF e data de nascimento.
- Para sua empresa: usando o CNPJ e a data de abertura da empresa.
- Para pessoas falecidas: herdeiros e inventariantes podem consultar e solicitar valores de familiares já falecidos, seguindo as orientações do sistema.
O acesso para consulta básica não exige login. Já a etapa de solicitar a devolução exige uma conta gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada, por questões de segurança.
Como consultar pelo CPF passo a passo
Fazer a consulta inicial é simples e não exige cadastro nem senha. Siga o passo a passo:
- Acesse o site oficial valoresareceber.bcb.gov.br diretamente pelo navegador. Desconfie de qualquer outro endereço.
- Na página inicial, informe o seu CPF e a sua data de nascimento (ou o CNPJ e a data de abertura, no caso de empresa).
- Preencha o código de verificação de segurança exibido na tela e clique para consultar.
- O sistema informará se há ou não valores disponíveis em seu nome, sem mostrar ainda os detalhes completos.
- Havendo valores, anote a data e o horário indicados para retornar e fazer a solicitação. Em seguida, clique em “Acessar o SVR” para entrar com a conta gov.br.
Se não aparecer nada, vale repetir a consulta periodicamente, já que o Banco Central atualiza a base com novos lotes ao longo do ano à medida que as instituições enviam informações.
Como resgatar os valores
Quando a consulta indica que há dinheiro a receber, o resgate é feito dentro do próprio SVR, com login na conta gov.br. Veja como funciona:
- Faça login no SVR com sua conta gov.br nível prata ou ouro e a verificação em duas etapas ativa.
- Visualize os detalhes: o valor, a instituição responsável pela devolução e a origem do recurso.
- Se aparecer a opção “Solicitar por aqui”, escolha uma chave Pix registrada em seu nome para receber e confirme os dados. A devolução costuma ocorrer em até 12 dias úteis.
- Se aparecer apenas “Solicitar via instituição”, significa que aquele banco não faz a devolução automática por Pix. Nesse caso, entre em contato com a instituição pelo telefone ou e-mail informado na tela para combinar a forma de recebimento.
- Guarde o número de protocolo gerado para acompanhar a solicitação.
A devolução é feita pela própria instituição financeira, geralmente por transferência para a conta vinculada à chave Pix escolhida. A instituição pode entrar em contato apenas para confirmar a sua identidade ou esclarecer a forma de devolução.
Prazos e formas de devolução
O prazo mais comum, quando o valor é solicitado diretamente pelo sistema, é de até 12 dias úteis para o crédito via Pix. Quando a devolução depende de contato com a instituição, o prazo varia conforme o procedimento de cada banco. A tabela abaixo resume as duas situações.
| Situação no sistema | Como funciona | Prazo estimado |
|---|---|---|
| Solicitar por aqui | Você escolhe uma chave Pix e a instituição devolve automaticamente | Até 12 dias úteis |
| Solicitar via instituição | Você entra em contato com o banco pelo canal informado para combinar a devolução | Varia conforme a instituição |
| Consulta sem valores | Nenhum recurso disponível no momento; recomenda-se consultar novamente | Não se aplica |
Prazos e procedimentos podem ser ajustados pelo Banco Central. Confirme sempre as condições atuais no site oficial.
Quais valores aparecem na consulta
O SVR reúne diferentes tipos de recursos. Entre as origens mais comuns informadas pelo Banco Central estão:
- Saldos de contas-correntes ou poupança encerradas.
- Tarifas cobradas indevidamente por instituições financeiras.
- Parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas de forma indevida.
- Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito.
- Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados.
- Saldos de contas de pagamento pré ou pós-pagas encerradas.
- Saldos de contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas.
- Outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.
Para cada valor encontrado, o sistema mostra a quantia, a instituição que deve fazer a devolução e a origem do recurso. Os valores são reajustados ou atualizados conforme as regras de cada origem; por isso, confira sempre o montante exato exibido no sistema oficial.
Cuidado com golpes
O interesse das pessoas pelo dinheiro esquecido virou isca para golpistas. Por isso, guarde estas regras de segurança:
- O único site oficial para consultar e solicitar valores é valoresareceber.bcb.gov.br. Não existe aplicativo oficial nem outro endereço.
- O Banco Central não envia links por e-mail, SMS ou WhatsApp, e nunca entra em contato pedindo para você confirmar dados pessoais ou senhas.
- O serviço é 100% gratuito. Ninguém precisa pagar taxa, antecipação ou “liberação” para receber.
- Nunca clique em links recebidos por mensagem prometendo agilizar o resgate. Digite o endereço do Banco Central você mesmo no navegador.
- Desconfie de páginas patrocinadas em buscadores que imitam o site oficial. Confira sempre se o domínio termina em bcb.gov.br.
Na dúvida sobre qualquer mensagem, não responda e não forneça dados. Acesse apenas o portal oficial do Banco Central para confirmar a sua situação.
Tire suas dúvidas
O Sistema de Valores a Receber é gratuito?
Sim. Todas as etapas do SVR, da consulta ao resgate, são totalmente gratuitas. O Banco Central não cobra nenhuma taxa, e ninguém precisa pagar para receber valores esquecidos.
Qual é o site oficial para consultar valores a receber?
O único endereço oficial é valoresareceber.bcb.gov.br, do Banco Central do Brasil. Qualquer outro site, aplicativo ou link enviado por mensagem deve ser tratado como tentativa de golpe.
Preciso de conta gov.br para consultar?
Para a consulta inicial, basta informar CPF e data de nascimento, sem login. Já para solicitar a devolução é necessária uma conta gov.br de nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas ativada.
Em quanto tempo o dinheiro cai na conta?
Quando o valor é solicitado diretamente pelo sistema, com a opção “Solicitar por aqui”, a devolução por Pix costuma ocorrer em até 12 dias úteis. Se a opção for “Solicitar via instituição”, o prazo depende do banco responsável.
Como recebo o valor depois de solicitar?
Você escolhe uma chave Pix registrada em seu nome e a instituição financeira faz a transferência para a conta vinculada a essa chave. Em alguns casos, o banco pode entrar em contato para confirmar a forma de devolução.
Posso consultar valores de um familiar falecido?
Sim. Herdeiros e inventariantes podem consultar e solicitar valores de pessoas falecidas, seguindo as orientações específicas apresentadas dentro do sistema para esse tipo de solicitação.
Não apareceu nenhum valor. Devo consultar de novo?
Sim. O Banco Central atualiza a base periodicamente, conforme as instituições enviam novas informações. Vale repetir a consulta de tempos em tempos, sempre pelo site oficial.
O Banco Central entra em contato para liberar o dinheiro?
Não. O Banco Central nunca envia links nem entra em contato por e-mail, SMS ou WhatsApp para tratar de valores a receber ou confirmar dados pessoais. Toda solicitação é feita apenas dentro do site oficial.
Empresas também podem ter valores a receber?
Sim. Pessoas jurídicas podem consultar informando o CNPJ e a data de abertura da empresa. As origens incluem tarifas e recursos retidos em instituições financeiras, entre outros.
O que fazer se a opção for “Solicitar via instituição”?
Isso indica que aquele banco não faz a devolução automática por Pix. Você deve entrar em contato com a instituição pelo telefone ou e-mail informado na tela do sistema para combinar como receber o valor.
📚 Continue lendo: artigos relacionados
- →Financiamento Imóvel Autônomo MEI Sem Holerite 2026: Guia Completo
- →Calculadora Imposto de Renda 2026: Simule Pagamento ou Restituição
- →Fazenda sustentável: 3 dicas para lucrar mais e reduzir custos em 2026
- →Empréstimo para Negativado com Garantia de Veículo 2026: Guia Completo
- →Empréstimo Para Negativado 2026: Bancos Que Aceitam, Taxas e Como Conseguir
Atualizado em 12 de junho de 2026
Por Juliana Reis — Especialista em legislação de trânsito brasileiro e direito automobilístico. Há mais de 6 anos cobrindo Detran de todos os estados, multas, CNH, IPVA, licenciamento e mudanças do Código de Trânsito. Formada em Direito pela PUC-SP. Acompanha de perto as resoluções do CONTRAN e do DENATRAN, traduzindo regras complexas em guias práticos e atualizados para motoristas brasileiros.

Especialista em legislação de trânsito brasileiro e direito automobilístico. Há mais de 6 anos cobrindo Detran de todos os estados, multas, CNH, IPVA, licenciamento e mudanças do Código de Trânsito. Formada em Direito pela PUC-SP. Acompanha de perto as resoluções do CONTRAN e do DENATRAN, traduzindo regras complexas em guias práticos e atualizados para motoristas brasileiros.
Atualizado em 12 de junho de 2026









