📑 Sumário deste guia
Atualizado em junho de 2026. A moto é, para milhões de brasileiros, muito mais que um meio de transporte: é o que leva ao trabalho, o que economiza no fim do mês e, para uma parte enorme dessa gente, é a própria ferramenta que paga as contas. Só que existe um problema que quase todo motociclista conhece de perto: o seguro de moto tem fama de caro, complicado e, muitas vezes, de ser recusado. O resultado é que uma grande quantidade de motos roda todos os dias pelas ruas sem nenhuma proteção, e o dono só descobre o tamanho do prejuízo quando a moto é levada ou quando acontece uma queda.
Este guia mostra o caminho prático. Você vai entender por que o seguro de moto custa mais que o de um carro de valor parecido, o que ele realmente cobre, quais são os tipos de proteção disponíveis, o caso específico de quem trabalha como motoboy ou entregador de aplicativo, o que pesa no preço e como conseguir uma cobertura que caiba no bolso. No fim, há um passo a passo para cotar a proteção certa.
Por que o seguro de moto é mais caro
O preço do seguro não é tirado do nada: ele é calculado em cima de risco. Quanto maior a chance de a seguradora ter que pagar uma indenização, maior o valor que ela cobra. E, no caso da moto, esse risco é alto por dois motivos principais.
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O primeiro é o roubo e o furto. A moto é um veículo muito mais fácil de levar que um carro, suas peças são fáceis de revender e a recuperação depois do roubo é baixa. Por isso o número de motos roubadas e furtadas é desproporcionalmente alto em relação à frota, e cada moto que some é uma indenização que a seguradora precisa pagar. Esse índice elevado de roubo é um dos grandes responsáveis pelo preço.
O segundo motivo é a exposição a acidentes. Na moto, o condutor está completamente desprotegido. Uma queda que num carro seria um susto, na moto pode virar uma colisão séria, com dano ao veículo e, muitas vezes, ao próprio motociclista. Essa fragilidade aumenta tanto a frequência quanto a gravidade dos sinistros, e isso também entra na conta da seguradora.
Some a isso a região onde a moto circula e dorme, o modelo e a cilindrada, e o perfil do condutor, e você entende por que o seguro de moto raramente é barato. Não é perseguição da seguradora: é o preço de um risco que existe de verdade. A boa notícia é que dá para reduzir esse custo escolhendo bem a cobertura e o tipo de plano.
O que o seguro de moto cobre

Antes de comparar preços, vale entender cada cobertura. Um seguro de moto pode reunir várias proteções, e nem todo plano traz todas elas. As principais são:
- Roubo e furto: talvez a cobertura mais procurada pelo motociclista brasileiro, justamente por causa do alto índice de roubo. Garante a indenização da moto caso ela seja levada.
- Colisão, incêndio e danos ao veículo: cobre os reparos da própria moto em caso de batida, capotagem, incêndio ou outros danos previstos na apólice.
- Danos a terceiros (RCF): a Responsabilidade Civil Facultativa cobre os prejuízos que você causa a outras pessoas, como o conserto do carro ou da moto que você atingir, danos a um muro ou poste, e até despesas com lesões a terceiros, dentro do limite contratado. É uma das coberturas mais importantes para quem roda muito.
- Acidentes pessoais de passageiros e do condutor (APP): indeniza morte e invalidez por acidente envolvendo as pessoas na moto, complementando a proteção do próprio motociclista.
- Assistência 24 horas: reboque, socorro mecânico, chaveiro e pane seca, para você não ficar parado na rua.
Na hora de cotar, vale prestar atenção: alguns produtos voltados a perfis mais difíceis cobrem roubo, furto e incêndio, mas não incluem colisão, RCF ou APP. Não há certo ou errado absoluto, há o que faz sentido para o seu uso e o seu bolso. O importante é saber exatamente o que está e o que não está coberto antes de assinar.
Tipos de proteção para a sua moto
Existe mais de um caminho para proteger a moto, e cada um atende a um perfil e a um orçamento diferente. Conhecer as opções é o que evita pagar caro à toa ou ficar sem cobertura na hora errada.
Seguro completo (tradicional): é a apólice mais abrangente, contratada com uma seguradora regulada pela SUSEP, a Superintendência de Seguros Privados. Costuma reunir roubo e furto, colisão, danos a terceiros (RCF), acidentes pessoais e assistência. É a proteção mais ampla, e por isso normalmente a mais cara, mas também a que dá mais segurança jurídica.
Seguro só de terceiros (RCF): aqui você abre mão de cobrir a sua própria moto e contrata apenas a Responsabilidade Civil Facultativa, ou seja, a cobertura dos danos que você possa causar a outras pessoas. Sai bem mais barato que o seguro completo e é uma opção para quem tem uma moto de menor valor, mas tem medo do prejuízo de bater no carro do vizinho. A limitação é clara: se a sua moto for roubada ou se acidentar, essa cobertura não paga por ela.
Proteção veicular para moto: oferecida por associações e cooperativas, funciona pelo rateio dos custos entre os associados, e não como um seguro regulado pela SUSEP. Costuma ser mais acessível e aceitar perfis que as seguradoras tradicionais recusam, mas exige cuidado: avalie a reputação da entidade, as regras de rateio e o que está coberto antes de fechar.
Seguro mensal: é o modelo que vem ganhando força entre quem não quer ou não pode pagar uma anuidade de uma vez. Em vez de comprometer o cartão de crédito com o valor cheio do ano, você paga mês a mês, e pode ajustar a contratação ao seu fluxo de caixa. Para quem recebe por corrida ou por entrega, esse formato costuma encaixar melhor no orçamento.
Seguro para motoboy e entregador de aplicativo
Esse é o ponto que merece mais atenção, e onde mora o erro mais caro. Quem trabalha de moto, seja motoboy de empresa ou entregador de iFood, 99, Uber Moto e similares, usa a moto de forma muito mais intensa que o motociclista comum: muitas horas na rua, todos os dias, em trânsito pesado, com quilometragem muito acima da média. Para a seguradora, isso significa um risco bem maior de acidente e de roubo, e o preço reflete esse uso.
Por causa disso, parte das seguradoras tradicionais simplesmente não aceita moto usada em entrega por aplicativo, e as que aceitam cobram um valor diferenciado para esse uso profissional. A tentação, então, é contratar o seguro como se a moto fosse de uso particular, para pagar menos. É justamente aí que está a cilada.
Se a moto é usada profissionalmente para entregas e isso não é declarado na contratação, o segurado pode descobrir, no pior momento, que a indenização foi negada. A base legal é o artigo 768 do Código Civil, que estabelece que o segurado perde o direito à garantia se agravar intencionalmente o risco do contrato. Usar a moto de forma muito mais intensa do que o declarado, no caso, no trabalho diário de entregas, é entendido como esse tipo de agravamento de risco não informado. É a mesma lógica que se aplica ao carro de motorista de aplicativo.
O resultado de omitir é o pior dos mundos: o entregador paga o seguro todo mês achando que está protegido, mas pode ficar sem nada justamente na hora do acidente ou do roubo. A saída correta é declarar o uso profissional desde o começo e contratar um plano que aceite o entregador de forma transparente. Sai mais caro que um seguro de uso particular, mas é o único que realmente protege a sua renda.
Quanto custa e o que influencia o preço
Não existe um valor único de seguro de moto, porque o preço é montado em cima do seu caso específico. Os fatores que mais pesam são:
- A moto: marca, modelo, ano, cilindrada e valor na Tabela FIPE. Modelos mais visados pelo roubo e de maior valor elevam o preço.
- A região: os índices de roubo e furto do CEP onde a moto circula e fica guardada pesam bastante no cálculo.
- O tipo de uso: uso particular, ida e volta do trabalho ou uso profissional intenso (entregas) mudam o preço, porque mudam a exposição ao risco.
- O perfil do condutor: idade, tempo de habilitação e histórico influenciam, já que condutores mais jovens ou inexperientes são considerados de maior risco.
- As coberturas escolhidas: um seguro só de terceiros custa bem menos que um completo, e cada cobertura extra (APP, assistência ampliada) ajusta o valor final.
A regra geral é direta: quanto mais a moto fica exposta e quanto mais ampla a cobertura, maior o preço. Por isso, em vez de olhar só o número final, vale comparar o que está incluído em cada proposta. Às vezes a opção mais barata deixa de fora exatamente a cobertura que você mais precisa.
Como deixar o seguro de moto mais barato
Caro não quer dizer impossível. Há caminhos legítimos para reduzir o valor do seguro de moto sem se expor a uma negativa de sinistro lá na frente:
- Ajuste a cobertura ao que você precisa: se a moto é de menor valor, um seguro só de terceiros (RCF) protege você do maior prejuízo, que é bater no veículo de outra pessoa, por uma fração do preço do seguro completo.
- Prefira o pagamento mensal: um seguro mês a mês, sem anuidade, encaixa melhor no orçamento de quem recebe por entrega ou por corrida e não compromete o limite do cartão de uma vez.
- Guarde a moto em local seguro: manter a moto em garagem fechada, especialmente à noite, reduz o risco de roubo e tende a melhorar a cotação.
- Faça mais de uma cotação: os preços variam bastante entre seguradoras e operadoras, então cotar em duas ou três antes de decidir é a forma mais simples de economizar.
- Considere operadoras que aceitam perfis difíceis: se as grandes recusaram a sua moto ou cobraram caro demais, existem empresas especializadas nesse perfil, com modelos mais acessíveis.
O que você não deve fazer, em hipótese alguma, é economizar omitindo o uso profissional ou prestando informação errada na contratação. Essa economia é falsa: ela some no primeiro sinistro negado.
Como contratar e cotar o seguro da sua moto
Com as ideias no lugar, contratar fica simples. O caminho é este:
- Separe os dados da moto: placa, modelo, ano, cilindrada, CEP onde a moto fica guardada e informações da sua habilitação.
- Defina o uso de forma honesta: se a moto é usada para trabalho e entregas, declare isso. É esse passo que garante a sua cobertura no futuro.
- Escolha o tipo de proteção: decida entre seguro completo, só de terceiros ou proteção veicular, conforme o valor da moto e o seu orçamento.
- Faça pelo menos duas ou três cotações: compare preço, franquia e, principalmente, o que está incluído em cada proposta.
- Contrate e guarde os dados: tenha sempre à mão o número da apólice e o telefone da assistência no celular.
Para quem teve a moto recusada pelas seguradoras tradicionais ou recebeu cotações altas demais, vale conhecer operadoras focadas em perfis difíceis. A Loovi faz seguro de moto avaliando o veículo por 100% da Tabela FIPE, com contratação rápida, sem análise de perfil do condutor, e com pagamento mês a mês, sem comprometer o limite do cartão de crédito. É um modelo pensado para quem precisa botar a moto para rodar logo e não pode ficar preso a uma anuidade. A Loovi é uma corretora cujo seguro é garantido pela LTI Seguros, regulada pela SUSEP.
Se você está regularizando a CNH ou ainda vai começar a trabalhar com entregas, vale conferir também os guias de CNH, Detran e veículos do ecarts. E se já quer resolver a proteção agora, faça uma cotação de seguro de moto na Loovi e compare com as demais propostas antes de fechar.
Perguntas Frequentes
Quanto custa o seguro de moto?
Não há um valor fixo. O preço depende da moto (modelo, ano, cilindrada e valor na Tabela FIPE), da região onde ela circula e dorme, do tipo de uso (particular ou profissional), do perfil do condutor e das coberturas escolhidas. Como o índice de roubo e de acidente de moto é alto, o seguro tende a ser proporcionalmente mais caro que o de um carro de valor parecido. Fazer várias cotações é a melhor forma de encontrar um bom preço.
O seguro de moto cobre roubo e furto?
Cobre, desde que essa cobertura esteja contratada na apólice. Roubo e furto é uma das proteções mais procuradas justamente por causa do alto índice no Brasil. Atenção: alguns planos voltados a perfis mais difíceis cobrem roubo, furto e incêndio, mas não incluem colisão nem danos a terceiros. Confira sempre exatamente o que está coberto antes de contratar.
Por que o seguro de moto é mais caro que o de carro?
Porque o risco é maior. A moto é roubada e furtada com muito mais frequência, suas peças são fáceis de revender e a recuperação após o roubo é baixa. Além disso, o motociclista fica exposto, então as quedas e colisões tendem a ser mais frequentes e graves. Esse risco maior se reflete no preço.
Motoboy e entregador de app precisam declarar o uso profissional?
Sim, e isso é fundamental. Quem usa a moto para trabalhar com entregas roda muito mais e fica mais exposto ao risco. Se esse uso não é declarado na contratação e a moto é segurada como uso particular, a seguradora pode negar a indenização em um sinistro, com base no artigo 768 do Código Civil, que prevê a perda da garantia quando o segurado agrava intencionalmente o risco do contrato. Declarar o uso profissional desde o início é o que garante a proteção.
Existe seguro de moto mensal?
Existe. No modelo mensal, você paga mês a mês em vez de comprometer o cartão com o valor cheio do ano de uma vez. É uma opção que encaixa melhor no orçamento de quem recebe por entrega ou por corrida, e que dá mais flexibilidade que a anuidade tradicional. A Loovi, por exemplo, trabalha com pagamento mês a mês, sem comprometer o limite do cartão de crédito.
Vale a pena o seguro de moto só de terceiros?
Pode valer, dependendo do seu caso. O seguro só de terceiros (RCF) cobre apenas os danos que você causa a outras pessoas, e não a sua própria moto. Sai bem mais barato que o seguro completo e protege você do prejuízo de bater no veículo de outro. A limitação é clara: se a sua moto for roubada ou se acidentar, essa cobertura não paga por ela. É uma boa escolha para motos de menor valor.
O que é RCF no seguro de moto?
RCF é a sigla de Responsabilidade Civil Facultativa. É a cobertura que paga pelos danos que você causa a terceiros em um acidente, como o conserto do carro ou da moto que você atingir, danos a um muro ou poste, e despesas com lesões a outras pessoas, dentro do limite contratado. Para quem roda muito, especialmente o entregador, é uma das coberturas mais importantes.
Proteção veicular serve para moto?
Serve, e costuma ser uma opção mais acessível, oferecida por associações e cooperativas que funcionam por rateio entre os associados. A diferença é que a proteção veicular não é um seguro regulado pela SUSEP da mesma forma que o seguro tradicional. Por isso, antes de fechar, avalie com cuidado a reputação da entidade, as regras de rateio e exatamente o que está coberto.
Seguradora aceita moto de entregador de aplicativo?
Parte das seguradoras tradicionais não aceita moto usada em entrega por aplicativo, e as que aceitam cobram um valor diferenciado para o uso profissional. Mas o mercado se adaptou, e existem operadoras especializadas justamente nesse perfil. A Loovi, por exemplo, aceita o veículo com avaliação por 100% da Tabela FIPE, sem análise de perfil, com pagamento mês a mês. O essencial é que o uso profissional fique declarado na contratação.
O que um bom seguro de moto deve cobrir?
O ideal é que reúna roubo e furto, colisão e danos ao veículo, danos a terceiros pelo RCF, acidentes pessoais (APP) e assistência 24 horas com reboque. Nem todo plano traz tudo, e nem todo motociclista precisa de tudo. O importante é escolher as coberturas conforme o valor da moto, o seu uso e o seu orçamento.
Conteúdo informativo atualizado em junho de 2026, com base em informações públicas do setor de seguros e na legislação vigente (artigo 768 do Código Civil e regulação da SUSEP). Coberturas, regras e disponibilidade variam conforme a seguradora ou operadora e podem ser alteradas: confirme sempre as condições atualizadas diretamente na fonte oficial e na apólice antes de contratar. Este artigo cita a Loovi como opção de seguro de moto e contém link de parceria; a escolha da seguradora deve ser feita comparando coberturas, franquia e preço para o seu caso.
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Atualizado em 12 de junho de 2026
Por Marcelo Tavares — Especialista em seguros de automóvel e proteção veicular, com foco em motoristas de aplicativo, táxi e veículos de perfil difícil de segurar. Acompanha o mercado de seguro auto, as regras da SUSEP e as coberturas das principais seguradoras do Brasil, traduzindo apólice e letra miúda em orientação prática para o leitor contratar a proteção certa sem pagar a mais nem cair em armadilha de cobertura negada.

Especialista em seguros de automóvel e proteção veicular, com foco em motoristas de aplicativo, táxi e veículos de perfil difícil de segurar. Acompanha o mercado de seguro auto, as regras da SUSEP e as coberturas das principais seguradoras do Brasil, traduzindo apólice e letra miúda em orientação prática para o leitor contratar a proteção certa sem pagar a mais nem cair em armadilha de cobertura negada.
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