📑 Sumário deste guia
- O que é a franquia do seguro de carro
- Como a franquia funciona na prática
- Quando você paga a franquia e quando não paga
- Tipos de franquia: reduzida, normal, ampliada e sem franquia
- Como a escolha da franquia afeta o preço do seguro
- Como decidir a franquia ideal para o seu caso
- Onde contratar e o que conferir antes de fechar
- Perguntas Frequentes
Atualizado em junho de 2026. Quase todo mundo que cota um seguro de carro esbarra na palavra franquia e fica com a mesma dúvida: o que exatamente eu vou ter que pagar se bater o carro? A confusão é comum porque a franquia não aparece no dia a dia, só entra em cena no momento do sinistro, justamente quando o motorista está estressado com a batida e sem paciência para ler a apólice. O resultado é que muita gente contrata sem entender direito esse item e leva um susto na hora de consertar o veículo.
Este guia foi feito para acabar com essa dúvida de forma simples e honesta. Você vai entender o que é a franquia, como ela funciona na prática, em quais situações ela é cobrada e em quais ela não é (porque existem casos em que você não paga nada de franquia), quais são os tipos disponíveis no mercado, como a escolha da franquia mexe no preço do seguro e, por fim, como decidir o valor ideal para o seu caso. Tudo com base nas regras gerais do mercado regulado pela SUSEP, sem prometer números mágicos.
O que é a franquia do seguro de carro
Franquia é o valor que fica por sua conta quando você aciona o seguro para reparar um dano no veículo. Na prática, o prejuízo é dividido: você paga uma parte fixa, definida na apólice, e a seguradora cobre o restante do conserto. Se o reparo custa mais do que a franquia, você desembolsa o valor da franquia e a seguradora arca com a diferença. Se o reparo custa menos do que a franquia, normalmente não compensa nem acionar o seguro, porque o conserto sairia inteiro do seu bolso de qualquer forma.
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Esse mecanismo não existe para prejudicar o segurado. Ele foi criado para dois objetivos: reduzir acionamentos por danos muito pequenos, que encareceriam o seguro de todo mundo, e desestimular fraudes e pedidos de má-fé. Ao dividir o risco entre segurado e seguradora, a franquia ajuda a manter o preço do seguro em um patamar sustentável. Pense nela como a sua participação no conserto: um valor que você assume para que a apólice continue acessível.
O ponto importante é que a franquia deve estar sempre escrita de forma clara na apólice, com o valor e os critérios de aplicação descritos de maneira acessível. Essa transparência é uma exigência da regulamentação do setor, conduzida pela SUSEP, a Superintendência de Seguros Privados, que supervisiona o mercado de seguros no Brasil. Antes de fechar qualquer apólice, vale localizar exatamente qual é o valor da sua franquia e em quais coberturas ela incide.
Como a franquia funciona na prática

O jeito mais fácil de entender é acompanhar o caminho de um sinistro comum. Imagine que você bateu o carro em uma manobra e a lateral ficou amassada, mas o veículo tem conserto. Você aciona a seguradora, leva o carro à oficina credenciada e, quando o reparo fica pronto, paga o valor da franquia para retirar o veículo. A seguradora cobre o restante dos custos da oficina. Esse é o fluxo típico de um dano parcial, que é exatamente onde a franquia aparece.
Repare em três detalhes que fazem diferença no dia a dia:
- A franquia é por sinistro, não por ano: se você acionar o seguro mais de uma vez no período, em regra paga a franquia a cada acionamento de dano parcial. Por isso vale pensar bem antes de acionar para arranhões pequenos.
- Ela só vale para a cobertura à qual está vinculada: a franquia normalmente se aplica à cobertura de casco do seu próprio carro em danos parciais. Coberturas como danos a terceiros costumam ter regras próprias, e várias situações não têm franquia, como veremos adiante.
- Quem paga é quem aciona o próprio seguro: se outro motorista bateu no seu carro e você aciona a sua apólice para resolver, a franquia, em princípio, é sua. A discussão sobre quem foi o culpado e o eventual ressarcimento é uma etapa separada.
Entendido o funcionamento, a próxima pergunta é a que mais gera dúvida: afinal, existe situação em que eu não pago franquia nenhuma? Sim, existe, e é justamente o que veremos agora.
Quando você paga a franquia e quando não paga
A regra geral é direta: a franquia incide sobre danos parciais, aqueles em que o carro tem conserto. Quando o caso é de indenização integral, em que a seguradora paga o valor do veículo em vez de consertá-lo, normalmente não há cobrança de franquia. Faz sentido, porque nesses casos não existe um reparo a ser dividido: a seguradora simplesmente paga a importância segurada.
Na prática, isso significa que situações como perda total, roubo e furto sem recuperação do veículo costumam ser quitadas sem franquia. A perda total ocorre quando o custo do conserto ultrapassa um percentual elevado do valor do carro, definido na apólice, tornando o reparo inviável. Já no roubo ou furto, se o veículo não for localizado dentro do prazo previsto no contrato, o caso é tratado como indenização integral. Além disso, a regulamentação do setor veda a cobrança de franquia em certos eventos, como incêndio, queda de raio e explosão que levem à perda total. A tabela abaixo resume o cenário típico:
| Situação | Tem franquia? | Por quê |
|---|---|---|
| Colisão com conserto (dano parcial) | Sim, em regra | Há reparo a ser dividido entre você e a seguradora |
| Perda total | Normalmente não | A seguradora paga a importância segurada, não conserta |
| Roubo ou furto sem recuperação | Normalmente não | É tratado como indenização integral |
| Incêndio, raio ou explosão com perda total | Não | A cobrança de franquia nesses eventos é vedada pela regulamentação |
| Danos causados a terceiros | Cobertura própria | A cobertura de danos a terceiros tem regras separadas do casco |
Vale um alerta importante: esses são os padrões mais comuns do mercado, mas as condições exatas estão na sua apólice. Prazos para caracterizar a perda total, o percentual que define quando o conserto é inviável e os detalhes de cada cobertura podem variar de uma seguradora para outra. Por isso, a recomendação é sempre confirmar as regras do seu contrato e, em caso de dúvida, consultar as orientações oficiais da SUSEP, o órgão que regula o setor.
Tipos de franquia: reduzida, normal, ampliada e sem franquia
Ao cotar o seguro, você costuma poder escolher entre diferentes faixas de franquia. Cada opção tem um efeito sobre o valor que você pagaria em um sinistro e, em contrapartida, sobre o preço do próprio seguro. Os tipos mais comuns são:
- Franquia normal ou obrigatória: é o padrão de referência da seguradora, o valor médio usado como base de cálculo. Costuma ser indicada para motoristas com bom histórico, que acionam o seguro com pouca frequência.
- Franquia reduzida: você paga menos no momento do sinistro, mas o prêmio do seguro fica mais caro. Faz sentido para quem usa o carro intensamente, circula em áreas de maior risco ou prefere ter previsibilidade de um desembolso menor caso precise acionar.
- Franquia ampliada ou majorada: é o caminho inverso. Você aceita pagar mais no sinistro em troca de um seguro mais barato. Tende a valer a pena para condutores experientes, com histórico limpo e baixa probabilidade de acionar a cobertura.
- Cobertura sem franquia para certos eventos: além das faixas acima, lembre-se de que determinados sinistros, como a indenização integral, já são quitados sem franquia por natureza, conforme explicamos na seção anterior.
Não existe um tipo universalmente melhor. A escolha certa depende de quanto você roda, do seu histórico, do quanto consegue desembolsar de uma vez em caso de batida e do quanto pesa no orçamento pagar um prêmio mensal mais alto ou mais baixo. É uma troca, e entender essa troca é o que separa uma contratação consciente de uma escolha no escuro.
Como a escolha da franquia afeta o preço do seguro
A relação entre franquia e preço segue uma lógica de equilíbrio de risco. Quando você escolhe uma franquia maior, está assumindo uma fatia maior do prejuízo em um eventual sinistro, o que reduz o risco financeiro da seguradora e, por isso, tende a baratear o prêmio. Quando escolhe uma franquia menor, transfere mais risco para a seguradora, e ela compensa cobrando um prêmio mais alto. Em resumo: franquia alta tende a baixar o preço do seguro, franquia baixa tende a subir.
Por isso, olhar só o valor da mensalidade na hora de comparar propostas é uma armadilha. Um seguro mais barato pode estar embutindo uma franquia bem mais alta, que vai pesar no seu bolso justamente no pior momento, que é depois de uma batida. E um seguro um pouco mais caro pode trazer uma franquia menor, que dá tranquilidade para quem usa o carro o dia inteiro. O preço cheio só faz sentido quando você lê a franquia junto.
Para fazer essa conta com a sua realidade, vale cotar com calma e comparar coberturas e franquias lado a lado. Operadoras com contratação rápida e pagamento mês a mês ajudam quem quer testar configurações sem se prender a uma anuidade. A Loovi faz a cotação em poucos minutos e permite o pagamento mensal, sem comprometer o limite do cartão de crédito, o que facilita ajustar a proteção ao seu fluxo de caixa. Vale comparar a franquia e as coberturas dela com outras propostas antes de decidir.
Como decidir a franquia ideal para o seu caso
Não há fórmula única, mas há um raciocínio que funciona para a maioria dos motoristas. Antes de escolher, responda com sinceridade a algumas perguntas:
- Quanto você consegue pagar de uma vez em caso de batida? Se um desembolso maior na oficina apertaria o seu mês, uma franquia reduzida traz mais segurança, mesmo custando um prêmio mais alto.
- Com que frequência você usa o carro e em quais condições? Quem roda muito, circula em regiões de tráfego pesado ou estaciona em áreas variadas tem mais chance de acionar o seguro, o que pesa a favor de uma franquia menor.
- Qual é o seu histórico como condutor? Se você raramente se envolve em sinistros, uma franquia maior pode baratear o seguro sem expor você a um risco real relevante.
- O quanto o prêmio mensal pesa no seu orçamento? Se a prioridade é caber a mensalidade no bolso todo mês, a franquia ampliada reduz esse custo fixo, desde que você tenha fôlego para um sinistro eventual.
Uma forma prática de fechar a decisão é simular dois ou três cenários na cotação, variando a franquia e observando como o prêmio muda em cada um. Assim você enxerga, em números do seu próprio carro, o tamanho da troca entre pagar mais agora (prêmio) ou pagar mais depois (franquia). Para entender como a franquia se encaixa nas demais coberturas e no preço total da apólice, vale ler também o nosso guia completo de seguro de carro, que reúne coberturas, franquia, preço e dicas para economizar.
Onde contratar e o que conferir antes de fechar
Definido o tipo de franquia que combina com você, o passo seguinte é cotar em mais de uma seguradora e comparar com atenção, não só o preço, mas o pacote inteiro. Na hora de comparar, confira sempre estes pontos:
- O valor exato da franquia e em quais coberturas ela incide.
- Quais eventos não têm franquia na sua apólice, como os casos de indenização integral.
- As coberturas incluídas, como danos a terceiros, assistência 24 horas, carro reserva e vidros.
- A forma de pagamento, já que opções mensais sem anuidade dão mais flexibilidade.
- A aceitação do seu perfil, importante para quem tem carro mais antigo, histórico difícil ou usa o veículo para trabalhar.
Para quem teve o carro recusado em seguradoras tradicionais ou recebeu cotações altas demais, vale considerar operadoras que aceitam perfis variados e fazem a contratação de forma simples. A Loovi aceita perfis difíceis, faz a contratação em poucos minutos e permite o pagamento mês a mês, com proteção garantida pela LTI Seguros e regulada pela SUSEP. Cote, leia a franquia e as coberturas com calma e compare com as demais propostas antes de bater o martelo. A melhor escolha é sempre a que equilibra preço, franquia e cobertura para a sua rotina.
Perguntas Frequentes
O que é franquia do seguro de carro?
Franquia é o valor que você paga do próprio bolso ao acionar o seguro para reparar um dano parcial do veículo. O prejuízo é dividido: você arca com a franquia, definida na apólice, e a seguradora cobre o restante do conserto. É a sua participação no reparo, e ela existe para reduzir acionamentos por danos pequenos e desestimular fraudes.
Quando eu pago a franquia?
Você paga a franquia em sinistros de dano parcial, ou seja, quando o carro tem conserto, como em uma colisão em que a lataria é reparada. Quem aciona o próprio seguro para resolver o conserto é, em regra, quem paga a franquia, mesmo que outra pessoa tenha causado o acidente. A discussão sobre culpa e ressarcimento é uma etapa à parte.
Em quais casos eu não preciso pagar franquia?
Em situações de indenização integral normalmente não há franquia, porque a seguradora paga o valor do veículo em vez de consertá-lo. Isso costuma valer para perda total, roubo e furto sem recuperação no prazo da apólice. A regulamentação do setor também veda a cobrança de franquia em eventos como incêndio, queda de raio e explosão que causem perda total. Confirme sempre na sua apólice.
Franquia reduzida vale a pena?
Depende do seu perfil. A franquia reduzida faz você pagar menos no momento do sinistro, em troca de um prêmio de seguro mais caro. Costuma valer a pena para quem usa muito o carro, circula em áreas de maior risco ou não conseguiria desembolsar um valor alto de uma vez após uma batida. Para quem raramente aciona o seguro, pode não compensar o prêmio mais alto.
Qual a diferença entre franquia normal e ampliada?
A franquia normal ou obrigatória é o valor padrão de referência da seguradora. A franquia ampliada, também chamada de majorada, é maior: você aceita pagar mais em caso de sinistro em troca de um seguro mais barato. A normal é indicada para a maioria dos motoristas com bom histórico, e a ampliada tende a valer para condutores experientes que raramente acionam a cobertura.
A franquia muda o preço do seguro?
Sim, e bastante. Quanto maior a franquia, menor tende a ser o prêmio do seguro, porque você assume mais risco. Quanto menor a franquia, mais caro tende a ser o prêmio, porque a seguradora assume mais risco. Por isso não basta comparar só a mensalidade: um seguro barato pode esconder uma franquia alta, que pesa no bolso na hora da batida.
Tem franquia em caso de perda total?
Em regra, não. A perda total é tratada como indenização integral, em que a seguradora paga a importância segurada em vez de consertar o carro. Como não há reparo a ser dividido, normalmente não há cobrança de franquia. A perda total é caracterizada quando o custo do conserto ultrapassa o percentual do valor do veículo definido na apólice, então vale conferir esse critério no seu contrato.
E em caso de roubo ou furto, pago franquia?
Quando o veículo é roubado ou furtado e não é recuperado dentro do prazo previsto na apólice, o caso é tratado como indenização integral, e normalmente não há franquia. Se o carro é recuperado com danos passíveis de reparo, a situação passa a ser de dano parcial, e aí a franquia pode incidir sobre o conserto. As regras exatas e os prazos estão na sua apólice.
Como escolher o melhor valor de franquia para mim?
Avalie quatro pontos: quanto você consegue pagar de uma vez após uma batida, com que frequência e em quais condições usa o carro, qual o seu histórico de sinistros e quanto o prêmio mensal pesa no seu orçamento. Quem roda muito ou não tem fôlego para um desembolso grande tende a se beneficiar de franquia reduzida. Quem raramente aciona o seguro pode reduzir o preço com franquia ampliada. Simular dois ou três cenários na cotação ajuda a decidir.
A seguradora pode cobrar franquia que não está na apólice?
Não. A franquia precisa estar descrita de forma clara na apólice, com valor e critérios de aplicação acessíveis ao contratante, conforme a regulamentação do setor conduzida pela SUSEP. Se houver cobrança de franquia em uma situação em que ela é vedada, como certos casos de perda total por incêndio ou raio, ou um valor diferente do contratado, o segurado pode questionar. Por isso, guarde a apólice e leia as condições.
Conteúdo informativo atualizado em junho de 2026, com base nas regras gerais do mercado de seguros de automóveis regulado pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados, gov.br/susep). Valores de franquia, prazos e critérios de perda total variam conforme a seguradora e devem ser confirmados diretamente na apólice antes da contratação. Este artigo cita a Loovi, seguro garantido pela LTI Seguros e regulado pela SUSEP, como opção e pode conter link de parceria; a escolha da seguradora deve ser feita comparando coberturas, franquia e preço para o seu caso.
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Atualizado em 12 de junho de 2026
Por Carla Mendes — Jornalista especializada em direitos sociais e benefícios governamentais. Há mais de 8 anos cobrindo PIS, FGTS, INSS, Bolsa Família, BPC e demais auxílios federais para portais nacionais. Formada em Comunicação Social pela ECA-USP. Acompanha as mudanças do CadÚnico, calendários da Caixa e novas regras anunciadas pelo MDS para ajudar leitores a entenderem seus direitos com clareza e precisão.

Jornalista especializada em direitos sociais e benefícios governamentais. Há mais de 8 anos cobrindo PIS, FGTS, INSS, Bolsa Família, BPC e demais auxílios federais para portais nacionais. Formada em Comunicação Social pela ECA-USP. Acompanha as mudanças do CadÚnico, calendários da Caixa e novas regras anunciadas pelo MDS para ajudar leitores a entenderem seus direitos com clareza e precisão.
Atualizado em 12 de junho de 2026









