📑 Sumário deste guia
- O que é seguro auto por quilometragem rodada (pay per mile)
- Como funciona o seguro por km na prática
- Quem oferece seguro pay per mile ou por telemetria no Brasil
- Para quais perfis o seguro por km compensa de verdade
- Para quais perfis o seguro por km não compensa
- Comparativo: pay per mile versus seguro tradicional
- Cuidados importantes antes de contratar
- Veredito final por perfil de motorista
- Tire suas dúvidas
Atualizado em julho de 2026. Seguro auto por quilometragem rodada, chamado em inglês de pay per mile ou pay how you drive, é um modelo em que parte do preço muda conforme a distância que o carro anda por mês. No Brasil ele ainda é pouco conhecido, mas já existe em produtos de seguradoras como Azul, Justos e em planos específicos de algumas companhias, e faz sentido principalmente para quem roda pouco. Este guia explica o que é, como funciona na prática, em quais perfis compensa e em quais ele não vale a pena.
O que é seguro auto por quilometragem rodada (pay per mile)
O modelo tradicional de seguro auto cobra um valor anual ou mensal fixo, calculado principalmente pela região de circulação, perfil do condutor, modelo do veículo e tipo de cobertura. Quanto mais o carro roda, maior tende a ser a probabilidade de sinistro, mas a quilometragem real so afeta o preço no momento da cotação inicial, como dado de uso declarado.
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No seguro pay per mile, a seguradora instala um dispositivo telemático (rastreador ou tag OBD) e passa a cobrar uma taxa fixa mensal, mais um valor por quilometro rodado. O modelo foi criado nos Estados Unidos pela Metromile e já é oferecido por companhias como Lemonade, Noblr e Mile Auto. No Brasil, a logica é parecida em produtos baseados em telemetria, mas nem todas as seguradoras chamam explicitamente de pay per mile.
Em termos simples: você paga uma parcela base pela cobertura e mais um valor por km rodado. Quem roda 5 mil km por mês paga mais do que quem roda 1 mil, mesmo carro e mesma cobertura.
Como funciona o seguro por km na prática

O mecanismo padrão segue cinco passos, com pequenas variações por seguradora.
- Você contrata um plano telemático e recebe um dispositivo que vai conectado na porta OBD2 do carro (aquela entrada de diagnostico perto do volante) ou que vem instalado de fabrica.
- O dispositivo registra velocidade, distância, horários de uso e, em alguns casos, frenagens e acelerações bruscas.
- A cada mês, a seguradora soma os km rodados e calcula o valor adicional com base na tarifa por km definida no contrato.
- Você recebe a fatura com o valor fixo mais o valor variável de km.
- No fim de um período (geralmente 6 a 12 meses), o sistema recalcula o risco. Motoristas com bons indicadores podem ganhar desconto na renovação.
O detalhe importante é que o valor por km varia de R$ 0,05 a R$ 0,20 em media, segundo simulações publicas de seguradoras que adotam telemetria no Brasil. O valor exato depende do plano, do carro e da cidade de circulação. Por isso, sempre vale confirmar na cotação.
Quem oferece seguro pay per mile ou por telemetria no Brasil
Hoje o modelo explicito de cobrar por km rodado ainda é restrito no mercado brasileiro. As referências mais comuns são produtos baseados em telemetria com ajuste de preço pelo perfil de uso:
| Seguradora ou modelo | Tipo de cobrança | Como é medido |
|---|---|---|
| Azul Seguros | Desconto por boa dirigibilidade via app | Celular + tag conectada |
| Justos | Preço ajustado mensalmente pelo uso real | Tag OBD |
| Porto Seguro (programa de uso) | Ajuste de bônus e preço conforme telemetria | Rastreador Porto |
| Allianz, Tokio Marine e Bradesco Seguros | Algumas apólices aceitam telemetria como item opcional | Dispositivo próprio ou parceria |
| Seguradoras digitais iniciantes | Modelo 100 por cento pay per mile em testes pontuais | App + GPS |
Importante: a oferta muda muito rápido. Antes de fechar, pesquise no site da seguradora ou em cotadores especializados se o modelo por km ainda está ativo na sua região.
Para quais perfis o seguro por km compensa de verdade
O modelo por quilometragem faz sentido em casos bem específicos. Veja onde ele costuma economizar:
- Motorista urbano que usa carro só para ir ao trabalho e retorna para casa, rodando de 500 km a 2 mil km por mês.
- Aposentado que faz trajetos curtos e esporádicos, com media de ate 1.500 km por mês.
- Quem tem segundo carro na garagem e roda com ele apenas nos fins de semana.
- Trabalhador que migrou para home office e reduziu drasticamente o uso do veículo.
- Motorista de aplicativo de fim de semana, categoria que pode ser interessante consultar uma seguradora que aceite perfis de app, como a Loovi, lembrando de declarar o uso correto do veículo.
Em todos esses casos, o ganho potencial real está entre 10 por cento e 30 por cento em relação a um seguro tradicional, mas a economia final so aparece depois de rodar com o dispositivo por pelo menos três meses. Esse percentual é uma estimativa de mercado, confirme a economia real na cotação da sua seguradora.
Para quais perfis o seguro por km não compensa
Se você se encaixa em qualquer um dos casos abaixo, o modelo provavelmente sai mais caro do que o seguro tradicional:
- Representante comercial ou viajante que roda mais de 3 mil km por mês.
- Motorista de aplicativo que roda 6 a 12 horas por dia em plataforma.
- Quem mora em cidades grandes, onde o risco de sinistro não cai mesmo rodando pouco.
- Quem troca de carro com frequência, porque o dispositivo precisa ser reinstalado.
- Quem empresta o carro com frequência, porque o uso de outros condutores conta para o calculo e pode subir a tarifa.
Comparativo: pay per mile versus seguro tradicional
| Item | Seguro tradicional | Seguro pay per mile |
|---|---|---|
| Forma de cobrança | Valor anual ou mensal fixo | Valor fixo + taxa por km rodado |
| Como o uso afeta o preço | Apenas na cotação inicial (km media estimada) | Mensalmente, conforme km real |
| Instalação de dispositivo | Geralmente opcional | Obrigatória |
| Privacidade | Dados usados só em sinistro | Telemetria continua (GPS, velocidade, horário) |
| Indicado para | Quem roda muito ou tem perfil padrão | Quem roda pouco e usa o carro em horários previsíveis |
| Indicado contra | Quem quer flexibilidade total | Quem não aceita monitoramento continuo |
| Margem de economia | Varia conforme perfil | 10 por cento a 30 por cento estimado para baixa quilometragem, confirme na cotação |
Cuidados importantes antes de contratar
Antes de fechar qualquer seguro por quilometragem, leia atentamente:
- Política de privacidade: saiba quais dados são coletados, por quanto tempo ficam armazenados e com quem são compartilhados.
- Tarifa por km: pode ser diferente para dia, noite, fim de semana e cidade. Peça o detalhamento por escrito.
- Teto máximo de km: algumas apólices cobram tarifa cheia até um teto, e zeram a taxa depois. Outras não tem teto, e km extra pesa direto na fatura.
- Penalidade por desligar o dispositivo: o carro pode ser considerado desprotegido em caso de sinistro se o rastreador estiver inativo.
- Multa por cancelamento antecipado: alguns planos cobram multa se você cancelar antes de 6 ou 12 meses.
- Ajuste na renovação: o bônus pode melhorar ou piorar conforme seu histórico de telemetria. Pergunte como isso entra no calculo.
Para ter controle do gasto, anote sua quilometragem media mensal no hodômetro durante dois meses antes de contratar. Esse número real vai te dizer se o modelo faz sentido ou se você vai pagar mais caro do que no seguro tradicional.
Veredito final por perfil de motorista
- Se você roda menos de 2 mil km por mês e mora em cidade pequena ou media: vale cotar pay per mile, porque a economia potencial compensa a instalação do dispositivo.
- Se você roda entre 2 mil e 4 mil km por mês: faça cotação nos dois modelos e compare. Em geral dá empate, mas o resultado depende da cidade e do carro.
- Se você roda mais de 4 mil km por mês: o seguro tradicional tende a ser mais barato. Pagar por km nesse caso vira uma corda no pescoço do orçamento mensal.
- Se você usa carro de aplicativo: declare o uso profissional e procure seguradoras que aceitam perfil de app, porque o modelo pay per mile não foi feito para uso intenso em plataforma.
Tire suas dúvidas
Seguro pay per mile existe no Brasil?
Sim, em versões ainda limitadas. Seguradoras como Azul, Justos e algumas linhas da Porto usam telemetria para ajustar o preço conforme o uso real, o que é o principio do pay per mile. O modelo 100 por cento por km ainda é raro, mas tende a crescer com a digitalização do seguro auto.
Quanto custa em media um seguro por km rodado?
A tarifa por km costuma ficar entre R$ 0,05 e R$ 0,20, somada a uma parcela fixa mensal pela cobertura. O valor exato depende da seguradora, do carro e da região. Faça cotação sempre, porque as faixas mudam rápido.
Como o dispositivo calcula o valor?
O rastreador ou tag OBD registra distância percorrida, horários de uso e, em alguns casos, eventos de dirigibilidade como frenagem e aceleração brusca. Esses dados vao para o sistema da seguradora, que aplica a tarifa por km definida no contrato e gera a fatura mensal.
A seguradora pode cancelar meu seguro se eu rodar muito?
Não pelo simples fato de rodar mais, mas o preço mensal sobe proporcionalmente. Em casos extremos, se a seguradora entender que o perfil de risco mudou muito, ela pode oferecer renovação com valor mais alto ou recusar a renovação, mas isso é raro. O mais comum é o ajuste anual de preço.
Posso recusar a instalação do rastreador?
Se o produto exige o dispositivo para funcionar, sim é possível recusar, mas ai o seguro deixa de existir. Antes de assinar, leia as condições gerais do produto para entender se o rastreador é obrigatório ou opcional e quais são as consequências de não usar.
Os dados do rastreador podem ser usados contra mim em sinistro?
Em tese, sim. Se o dispositivo mostrar velocidade acima do permitido, uso em horário não autorizado ou local de risco, a seguradora pode usar essa informação para analisar o sinistro. Por isso é importante dirigir dentro da lei e cumprir as regras da apólice.
Pay per mile vale para motorista de aplicativo?
Geralmente não compensa, porque o volume de km rodado em plataforma é alto. O melhor caminho para motorista de app é procurar seguradoras que aceitam uso profissional, com cobertura específica para esse perfil e pagamento mês a mês.
O seguro por km tem mais franquia que o tradicional?
Não necessariamente. A franquia segue as mesmas regras de qualquer seguro auto: pode ser reduzida, normal ou ampliada, e depende do que foi contratado. O modelo de cobrança por km não muda a logica da franquia.
Posso trocar de carro com o dispositivo telemático?
Depende da seguradora. Algumas permitem a reinstalação em outro veículo mediante aviso prévio, outras exigem um novo contrato. Antes de comprar ou vender carro, confirme com a central de atendimento o procedimento para evitar ficar sem cobertura por descuido.
O seguro pay per mile vale a pena em 2026?
Vale para perfis específicos: quem roda pouco, mora em cidade pequena ou media, e tem rotina de uso previsível. Para quem roda muito, mora em capital grande ou usa carro para trabalho, o seguro tradicional tende a ser mais vantajoso. Compare cotação nos dois modelos antes de decidir.
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Atualizado em 13 de agosto de 2026
Por Carla Mendes — Jornalista especializada em direitos sociais e benefícios governamentais. Há mais de 8 anos cobrindo PIS, FGTS, INSS, Bolsa Família, BPC e demais auxílios federais para portais nacionais. Formada em Comunicação Social pela ECA-USP. Acompanha as mudanças do CadÚnico, calendários da Caixa e novas regras anunciadas pelo MDS para ajudar leitores a entenderem seus direitos com clareza e precisão.

Jornalista especializada em direitos sociais e benefícios governamentais. Há mais de 8 anos cobrindo PIS, FGTS, INSS, Bolsa Família, BPC e demais auxílios federais para portais nacionais. Formada em Comunicação Social pela ECA-USP. Acompanha as mudanças do CadÚnico, calendários da Caixa e novas regras anunciadas pelo MDS para ajudar leitores a entenderem seus direitos com clareza e precisão.
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