📑 Sumário deste guia
- Quais são os 8 caminhos para se aposentar pelo INSS em 2026?
- Como funciona a aposentadoria por idade em 2026?
- Como funciona a aposentadoria por pontos em 2026?
- O que é a aposentadoria especial e quem tem direito?
- Quanto dá para receber de aposentadoria pelo INSS em 2026?
- Quais são as regras de transição que ainda valem em 2026?
- Quem começou a contribuir depois da reforma
- Como pedir a aposentadoria
- Tire suas dúvidas
Atualizado em 28 de setembro de 2026. Em 2026 existem 8 caminhos para se aposentar pelo INSS: por idade (urbana e rural), quatro regras de transição da Reforma da Previdência (EC 103/2019) para quem já contribuía antes de 13 de novembro de 2019, a aposentadoria especial e a da pessoa com deficiência (LC 142/2013). O valor vai do salário mínimo, R$ 1.621, ao teto de R$ 8.475,55 (Portaria Interministerial MPS/MF nº 13/2026).
Quais são os 8 caminhos para se aposentar pelo INSS em 2026?
Os requisitos abaixo valem para 2026. As regras de transição (3 a 6) só servem para quem já era filiado ao INSS até 13/11/2019.
| Caminho | Requisitos em 2026 | Cálculo do valor |
|---|---|---|
| 1. Por idade (urbana) | Mulher: 62 anos e 15 anos de contribuição. Homem: 65 anos e 20 anos (15 anos para quem já contribuía antes da reforma) | 60% da média + 2% por ano acima de 15 (mulher) ou 20 anos (homem) |
| 2. Por idade (rural) | Homem: 60 anos. Mulher: 55 anos. 15 anos de atividade rural | Regra própria do segurado rural; confira no Meu INSS |
| 3. Transição por pontos | Mulher: 93 pontos e 30 anos de contribuição. Homem: 103 pontos e 35 anos | 60% da média + 2% por ano acima de 15 (mulher) ou 20 anos (homem) |
| 4. Transição por idade mínima progressiva | Mulher: 59 anos e 6 meses e 30 anos de contribuição. Homem: 64 anos e 6 meses e 35 anos | 60% da média + 2% por ano acima de 15 (mulher) ou 20 anos (homem) |
| 5. Transição com pedágio de 50% | Quem, em 13/11/2019, tinha mais de 28 anos (mulher) ou 33 anos (homem) de contribuição; cumpre 50% do tempo que faltava para 30/35 anos, sem idade mínima | Média multiplicada pelo fator previdenciário |
| 6. Transição com pedágio de 100% | Mulher: 57 anos. Homem: 60 anos. 30/35 anos de contribuição mais 100% do tempo que faltava em 13/11/2019 | 100% da média |
| 7. Especial (agentes nocivos) | Quem já contribuía antes da reforma: 66, 76 ou 86 pontos com 15, 20 ou 25 anos de atividade especial. Quem entrou depois: 55, 58 ou 60 anos de idade com 15, 20 ou 25 anos | 60% da média + 2% por ano acima de 15 ou 20 anos, conforme o caso |
| 8. Pessoa com deficiência | Por tempo: 25/29/33 anos (homem) ou 20/24/28 anos (mulher), conforme o grau grave, moderado ou leve. Por idade: 60 (homem) ou 55 (mulher) com 15 anos de contribuição na condição de PcD | Por tempo: 100% do salário de benefício. Por idade: 70% + 1% a cada 12 contribuições, até 100% |
Fontes: Emenda Constitucional 103/2019 (arts. 15 a 21 e 26) e Lei Complementar 142/2013. Para o seu caso, simule no Meu INSS ou use o Simulador Aposentadoria INSS 2026.
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Como funciona a aposentadoria por idade em 2026?

É o caminho mais usado. A mulher precisa de 62 anos e 15 anos de contribuição. O homem precisa de 65 anos e 20 anos de contribuição; quem já contribuía antes de 13/11/2019 se aposenta com 15 anos. O valor é 60% da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, mais 2 pontos percentuais por ano que passar de 15 anos (mulher) ou 20 anos (homem). Nenhum benefício fica abaixo do salário mínimo, que é R$ 1.621 em 2026 (Agência Brasil).
Como funciona a aposentadoria por pontos em 2026?
Soma a idade com o tempo de contribuição. Em 2026 são necessários 93 pontos para mulheres e 103 para homens, com mínimo de 30 e 35 anos de contribuição. A exigência sobe 1 ponto por ano até chegar a 100 pontos para mulheres e 105 para homens. Professores têm pontuação própria; veja a Aposentadoria por Pontos 2026: Regras de Transição para Professores.
O que é a aposentadoria especial e quem tem direito?
É para quem trabalhou exposto de forma efetiva a agentes químicos, físicos ou biológicos prejudiciais à saúde, comprovado pelo PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). Quem já contribuía antes da reforma usa a regra de pontos (66, 76 ou 86 pontos, com 15, 20 ou 25 anos de atividade especial). Quem entrou depois precisa de idade mínima de 55, 58 ou 60 anos, conforme o tempo exigido para a atividade.
Quanto dá para receber de aposentadoria pelo INSS em 2026?
O benefício vai de R$ 1.621 (salário mínimo) a R$ 8.475,55 (teto de 2026, após o reajuste de 3,9% definido pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13/2026). Na maioria das regras, o valor é 60% da média mais 2% por ano de contribuição acima de 15 anos (mulher) ou 20 anos (homem). Exemplo: uma mulher com 30 anos de contribuição recebe 60% + 30% = 90% da média. O pedágio de 100% paga 100% da média, e o pedágio de 50% aplica o fator previdenciário.
Quais são as regras de transição que ainda valem em 2026?
São cinco, todas só para quem era filiado ao INSS até 13/11/2019: pontos (art. 15), idade mínima progressiva (art. 16), pedágio de 50% (art. 17), aposentadoria por idade da transição (art. 18, que garante 15 anos de contribuição para homens no caminho 1) e pedágio de 100% (art. 20) da EC 103/2019. O segurado pode escolher a que der o maior valor. Para o cálculo passo a passo, veja Como Calcular Aposentadoria pelas Regras de Transição INSS 2026.
Quem começou a contribuir depois da reforma
Quem entrou no INSS depois de 13/11/2019 não usa as regras de transição. As opções são a aposentadoria por idade (62 anos com 15 anos de contribuição para mulheres; 65 anos com 20 anos para homens), a especial com idade mínima e a da pessoa com deficiência. O INSS não avisa quando o segurado completa os requisitos, então vale conferir o extrato de contribuições (CNIS) no Meu INSS.
Como pedir a aposentadoria
O pedido é feito no Meu INSS, com login gov.br. Tenha em mãos documento com foto, CPF e os comprovantes de períodos que não aparecem no CNIS. Para aposentadoria especial, inclua o PPP emitido pela empresa. Por telefone, a Central 135 atende de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Tire suas dúvidas
Quantos pontos são precisos para se aposentar em 2026?
93 pontos para mulheres e 103 para homens, com pelo menos 30 e 35 anos de contribuição. A pontuação sobe 1 ponto por ano até 100 (mulheres) e 105 (homens).
Qual o valor mínimo e o teto do INSS em 2026?
O mínimo é o salário mínimo, R$ 1.621. O teto é R$ 8.475,55, após o reajuste de 3,9% de 2026.
É possível se aposentar antes dos 62 ou 65 anos?
Sim, por algumas regras: pedágio de 50% (sem idade mínima), idade mínima progressiva (59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens em 2026), pedágio de 100% (57/60 anos), aposentadoria rural (55/60 anos), especial e da pessoa com deficiência.
Quem é MEI consegue se aposentar pelo INSS?
Sim. Com a contribuição de 5% do salário mínimo (R$ 81,05 em 2026), o MEI tem direito à aposentadoria por idade no valor de um salário mínimo. Para usar esse tempo em regras que exigem tempo de contribuição, é preciso complementar a diferença de 15%.
O que mudou com a Reforma da Previdência?
A EC 103/2019 criou idade mínima de 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens), acabou com a aposentadoria só por tempo de contribuição para novos segurados e mudou o cálculo para 60% da média mais 2% por ano adicional.
Como saber se já tenho direito?
Abra o Meu INSS, confira o extrato de contribuições (CNIS) e use a simulação de aposentadoria, que compara as regras em que você se encaixa.
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Atualizado em 28 de setembro de 2026
Por Carla Mendes — Jornalista especializada em direitos sociais e benefícios governamentais. Há mais de 8 anos cobrindo PIS, FGTS, INSS, Bolsa Família, BPC e demais auxílios federais para portais nacionais. Formada em Comunicação Social pela ECA-USP. Acompanha as mudanças do CadÚnico, calendários da Caixa e novas regras anunciadas pelo MDS para ajudar leitores a entenderem seus direitos com clareza e precisão.

Jornalista especializada em direitos sociais e benefícios governamentais. Há mais de 8 anos cobrindo PIS, FGTS, INSS, Bolsa Família, BPC e demais auxílios federais para portais nacionais. Formada em Comunicação Social pela ECA-USP. Acompanha as mudanças do CadÚnico, calendários da Caixa e novas regras anunciadas pelo MDS para ajudar leitores a entenderem seus direitos com clareza e precisão.
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