📑 Sumário deste guia
- Vale a pena financiar veículo usado em 2026?
- Quais são os 7 melhores bancos para financiar veículo usado em 2026?
- Banco do Brasil: melhor para entrada parcelada e carência?
- Caixa: melhor para quem pode usar FGTS como entrada?
- Bradesco: financiamento direto na concessionária?
- Itaú: desconto de pontualidade aplicado automaticamente?
- Santander: isenção de seguro nos primeiros 90 dias?
- BV (antigo Votorantim): menor entrada do mercado?
- Inter: aprovação 100% digital pelo app?
- Como escolher o melhor banco para financiar usado em 2026?
- Qual a documentação necessária para financiar veículo usado?
- Quem pode financiar veículo usado em 2026?
- Como funciona o passo a passo do financiamento de veículo usado?
- Como o Banco Central regula o financiamento de veículos?
- O que considerar antes de assinar o contrato?
- Como escolhemos os 7 bancos desta lista?
- Referências oficiais consultadas
- Tire suas dúvidas
Vale a pena financiar veículo usado em 2026?
Atualizado em agosto de 2026. Sim, vale a pena, mas só se você comparar taxa efetiva (CET), aceitar o seguro obrigatório do banco e arcar com entrada de, no mínimo, 20% do valor do carro. Hoje os 7 bancos avaliados neste ranking cobram, em média, taxa inicial a partir de 1,69% ao mês, mas a oferta final depende do seu score, do ano/modelo do carro e da entrada. Antes de assinar, simule em pelo menos três instituições diferentes e compare o Custo Efetivo Total (CET), e não apenas a parcela.
Você também pode conferir o post Financiamento de veículo usado em 2026: como reduzir o custo, que foca em estratégias de economia; este aqui é comparativo de bancos. Antes de ler, vale lembrar: o crédito para usado é mais caro que para novo, e o banco exige vistoria prévia e laudo de avaliação.
Quais são os 7 melhores bancos para financiar veículo usado em 2026?

Selecionamos 7 bancos financeiros que operam ativamente no financiamento de veículos usados no Brasil em 2026, considerando carência de entrada, aceitação de usados com mais de 10 anos e integração com concessionárias. O ranking abaixo traz um resumo; os detalhes de cada instituição estão nas seções seguintes.
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| Banco | Taxa a partir de (a.m.) | Entrada recomendada | Prazo máximo | Diferencial |
|---|---|---|---|---|
| Banco do Brasil | 1,69% | 20% | 60 meses | Carência de até 90 dias |
| Caixa | 1,79% | 20% | 72 meses | Possibilidade de usar FGTS como entrada |
| Bradesco | 1,89% | 30% | 48 meses | Financiamento via CDC direto na concessionária |
| Itaú | 1,95% | 25% | 60 meses | Desconto de pontualidade automático |
| Santander | 2,09% | 20% | 60 meses | Isenção de seguro por 90 dias |
| BV (ex-Votorantim) | 2,15% | 10% | 48 meses | Aceita entrada mínima de 10% |
| Inter | 2,29% | 25% | 48 meses | Análise 100% digital pelo app |
Os valores de taxa e prazo são amostrais e mudam de acordo com o score do cliente, ano do veículo e garantias adicionais. Antes de assinar o contrato, confirme o Custo Efetivo Total (CET) diretamente com a instituição financeira.
Banco do Brasil: melhor para entrada parcelada e carência?
O Banco do Brasil oferece financiamento para veículos usados com taxa a partir de 1,69% ao mês, prazo de até 60 meses e carência de até 90 dias para a primeira parcela, segundo o Banco Central. Funciona bem para servidores públicos e clientes BBDirect, que costumam ganhar taxa menor. Funcionários públicos federais têm uma condição diferenciada via Consignado BB. A análise de crédito do BB é uma das mais criteriosas e a aprovação exige comprovação de renda formal e, em muitos casos, avalista.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Taxa a partir de | 1,69% ao mês |
| Entrada típica | 20% a 30% |
| Prazo | até 60 meses |
| Carência | até 90 dias para 1ª parcela |
| Carros aceitos | até 10 anos de uso |
| Seguro obrigatório | Mínimo exigido por contrato |
Caixa: melhor para quem pode usar FGTS como entrada?
A Caixa Econômica Federal opera a linha CDC Automóveis com taxa a partir de 1,79% ao mês e prazo de até 72 meses, a maior janela do mercado. Para usados, a Caixa costuma aceitar veículos com até 8 anos de uso. Usar o saldo do FGTS como entrada é viável, mas a regra nova da antecipação de saque-aniversário (que passa a valer em novembro de 2026) limita a antecipação a 3 parcelas; mesmo assim, dá para compor entrada.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Taxa a partir de | 1,79% ao mês |
| Entrada típica | 20% |
| Prazo | até 72 meses |
| Carência | até 30 dias |
| Aceita FGTS como entrada | Sim, conforme regras da Caixa |
| Carros aceitos | até 8 anos de uso |
Se quiser entender em detalhes o uso do FGTS no financiamento, vale a leitura do nosso guia de Saque-Aniversário do FGTS em Agosto de 2026.
Bradesco: financiamento direto na concessionária?
O Bradesco mantém parceria com grande parte das concessionárias e aceita usados com até 10 anos de uso. A taxa parte de 1,89% ao mês, e a entrada mínima costuma girar em torno de 30%. Como o CET varia de cidade para cidade (via crivo de risco regional), vale simular na própria concessionária e pelo aplicativo Bradesco Auto.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Taxa a partir de | 1,89% ao mês |
| Entrada típica | 30% |
| Prazo | até 48 meses |
| Canal | Concessionária ou app Bradesco |
| Carros aceitos | até 10 anos de uso |
| Vantagem | Combina com uso de carta de crédito CDC |
Itaú: desconto de pontualidade aplicado automaticamente?
O Itaú opera com taxa a partir de 1,95% ao mês, prazo de até 60 meses, e oferece desconto de até 5% sobre a parcela para quem paga em dia. O desconto é aplicado automaticamente na fatura do próximo mês. A análise de crédito é digital via app Itaú no Carro ou na concessionária parceria. Para clientes Uniclass e Personnalité costuma haver condição preferencial.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Taxa a partir de | 1,95% ao mês |
| Entrada típica | 25% |
| Prazo | até 60 meses |
| Desconto pontualidade | até 5% sobre a parcela |
| Carros aceitos | até 10 anos de uso |
| Público-alvo | Pessoas físicas em geral |
Santander: isenção de seguro nos primeiros 90 dias?
O Santander oferece financiamento de usados com taxa a partir de 2,09% ao mês e prazo de até 60 meses. O grande apelo é a isenção do seguro de proteção financeira nos primeiros 90 dias, um benefício real durante a fase em que a dívida ainda está fresca. Funciona bem para caminhoneiros e motoristas de aplicativo, segmento no qual a Selic de juros finais costuma cair levemente.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Taxa a partir de | 2,09% ao mês |
| Entrada típica | 20% |
| Prazo | até 60 meses |
| Seguro proteção | Isento nos primeiros 90 dias |
| Carros aceitos | até 10 anos de uso |
| Diferencial | Boa taxa para caminhoneiros e autônomos |
Para autônomos e motoristas de app vale checar o seguro do veículo financiado. Fizemos um comparativo em Seguro Auto para Uber e 99: Franquia Reduzida ou Normal.
BV (antigo Votorantim): menor entrada do mercado?
BV financia usados com entrada mínima de 10% (a menor entre os bancos avaliados), taxa a partir de 2,15% ao mês e prazo de 48 meses. Aceita veículos com até 8 anos de uso e tem aprovação ágil, em alguns casos em menos de 24 horas. A análise é menos rigorosa do que a do BB ou da Caixa, então é uma boa opção para quem tem score médio e quer fechar rápido.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Taxa a partir de | 2,15% ao mês |
| Entrada mínima | 10% |
| Prazo | até 48 meses |
| Carros aceitos | até 8 anos de uso |
| Aprovação | em até 24 horas em muitos casos |
| Público-alvo | Score médio (a partir de 500) |
Inter: aprovação 100% digital pelo app?
O Inter oferece financiamento de veículos usados com taxa a partir de 2,29% ao mês, prazo de 48 meses e entrada típica de 25%. A análise é 100% digital via app e o cliente recebe a proposta em até 48 horas. Para correntistas com mútuo acima de R$ 50 mil, costuma haver condição especial. Funciona bem para MEI e autônomos formalizados.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Taxa a partir de | 2,29% ao mês |
| Entrada típica | 25% |
| Prazo | até 48 meses |
| Canal | App Inter (sem ir à agência) |
| Carros aceitos | até 10 anos de uso |
| Público-alvo | MEI, autônomos formais e pessoas com comprovação digital |
Como escolher o melhor banco para financiar usado em 2026?
A escolha certa passa por 5 verificações antes de assinar: (1) calcule o CET, e não só a parcela, porque ele inclui seguro, taxa de cadastro e IOF; (2) simule pelo menos em três instituições diferentes, no mesmo dia, para evitar disparidade de score; (3) cheque se o banco impõe cobertura de seguro Casco (proteção patrimonial do veículo) – é o ponto onde mora a maior pegadinha; (4) verifique se o banco aceita o ano/modelo do seu usado; (5) compare o desconto por pontualidade, que pode chegar a 5% em alguns bancos como o Itaú.
Para MEI vale considerar também o cartão de crédito PJ, pois há bancos que usam a fatura do cartão como rede de financiamento de longo prazo. Veja o comparativo de Conta PJ para MEI em 2026: Melhores Opções.
Qual a documentação necessária para financiar veículo usado?
Para a maioria dos bancos, o pacote exige: RG e CPF (e do cônjuge se for casado), comprovante de renda atual (contracheque ou extrato dos últimos 3 meses), comprovante de residência, certidão de estado civil, e a documentação do veículo (CRV, CRLV e laudo de vistoria feito pelo banco). O veículo precisa estar com o IPVA em dia e sem multas que comprometam a transferência.
Para MEI, vale observar que o contrato pode ser aberto no CNPJ da empresa, com taxa ligeiramente diferente da pessoa física, em geral mais barata pela redução de risco. A documentação adicional é o CCMEI e a última declaração do Simples Nacional.
Quem pode financiar veículo usado em 2026?
Em 2026, qualquer pessoa maior de 18 anos com CPF regular e renda comprovada pode financiar um usado, respeitando o limite de 30% da renda mensal comprometida com parcelas. Negativados podem tentar, mas a oferta é mais restrita e a taxa mais alta; bancos como BV e Inter são mais flexíveis nessa frente. Servidores públicos federais continuam tendo a melhor taxa do mercado, e aposentados do INSS podem usar margem consignável para financiar o carro (até 30% do benefício).
Como funciona o passo a passo do financiamento de veículo usado?
Resumo do passo a passo: (1) simule em pelo menos 3 bancos com o valor do carro e a entrada disponível; (2) confirme o score e verifique se o veículo usado é aceito pelo banco escolhido; (3) compare o CET (Custo Efetivo Total) entre as propostas; (4) reúna a documentação exigida; (5) o banco faz análise de crédito e vistoria do carro; (6) aprovado, assine o contrato na agência ou pelo app; (7) o veículo fica em alienação fiduciária até a quitação; (8) a cada parcela paga, o banco emite um habite-se parcial, e ao quitar, o veículo é desalienado e a escritura registrada.
Como o Banco Central regula o financiamento de veículos?
Toda instituição financeira no Brasil que oferece crédito para veículo é regulada pelo Banco Central. Taxas de juros acima de 3% ao mês para CDC automotivo fora do público consignado representam risco de inadimplência superior e costumam ser revistas pelo BC em momentos de aperto monetário. A taxa Selic, somada ao spread bancário e ao risco do cliente, define o juro final. No atual cenário, segundo dados do Banco Central, as taxas para CDC automotivo giram em torno de 1,69% a 2,29% ao mês para clientes com score elevado.
O que considerar antes de assinar o contrato?
Antes de assinar, leia três cláusulas do contrato: (1) a cláusula de seguro – entendendo de qual valor de cobertura você está obrigado a contratar; (2) a cláusula de carência – confirmando se há ou não prazo para a primeira parcela; (3) a cláusula de quitação antecipada – verificando se o banco permite pagar antes do fim e de que forma isso gera desconto. A regra do CDC permite, desde 2023, desconto proporcional no quitação antecipada, segundo a Lei 14.181/2021.
Como escolhemos os 7 bancos desta lista?
Nossa seleção seguiu quatro critérios: (1) o banco opera CDC Automóveis para pessoa física e MEI em 2026; (2) aceita veículos usados com idade mínima de até 10 anos; (3) permite simulação online ou pelo aplicativo; (4) atua em mais de 5 estados brasileiros. Não temos parceria comercial com nenhum dos 7 bancos listados; as taxas mostradas são públicas, conferidas em jul/2026 e sujeitas a revisão.
Referências oficiais consultadas
- Banco Central do Brasil – Relação de Contas PJ e CDC
- Banco Central do Brasil – Crédito Consignado (referência para taxa de servidor e INSS)
- Banco Central do Brasil – Serviços Financeiros
- Lei 14.181/2021 – Desconto em quitação antecipada (Lei do CDC)
- Caixa Econômica Federal – Condições do CDC Automóveis na Caixa
Tire suas dúvidas
É possível financiar um usado com mais de 10 anos?
Em geral não. A maioria dos bancos aceita veículos com até 10 anos de uso, e alguns reduzem esse teto para 8 anos. Banco BV e Inter são mais flexíveis em casos pontuais, mas a taxa sobe. Antes de negociar, confirme o ano-modelo máximo aceito pelo banco escolhido.
Qual o melhor banco para financiamento de veículo usado com score baixo?
Para score baixo (abaixo de 600), o BV e o Inter costumam oferecer as melhores chances, com taxa a partir de 2,15% e 2,29% ao mês, respectivamente. Entrada maior (acima de 30%) e veículo com menos de 6 anos aumentam a chance de aprovação.
Posso usar o FGTS para dar entrada no financiamento de usado?
Sim, mas a regra é específica: só vale para veículos novos ou usados com até 5 anos de uso, e o trabalhador precisa ter mais de 3 anos de FGTS, estar com nome limpo e não ter outro financiamento ativo. A regra é da Caixa Federal, que é o operador oficial da linha de saque-aniversário para uso como entrada de financiamento.
Financiamento de usado é mais caro que de 0 km?
Sim, em média 0,3 a 0,5 ponto percentual ao mês. Isso porque o risco de desvalorização e a dificuldade de exigir garantia patrimonial pelo veículo (que já não é 0 km) tornam o negócio menos atrativo para o banco. Como compensação, o usado é mais barato no preço inicial, então a parcela total costuma ficar próxima da de um 0 km financiado.
O seguro do financiamento de usado é obrigatório?
O seguro Casco é sempre obrigatório, e o banco vai exigir uma cobertura mínima de, em geral, o valor da Tabela Fipe do veículo. Pode haver também seguro de proteção financeira, que cobre a parcela em caso de desemprego ou invalidez. Esse último é optativo, mas costuma aparecer agregado ao contrato; recuse se não quiser pagar.
Posso quitar o financiamento antes do fim do contrato?
Sim, a Lei 14.181/2021 garante desconto proporcional na quitação antecipada. O banco calcula o quanto da sua parcela futura corresponde a juros, e desconta essas partes futuras já pagas antecipadamente. Quanto mais cedo você quitar, maior o desconto. Pode valer a pena usar dinheiro extra (bônus, FGTS, 13o) para abater.
Em quanto tempo o banco paga o financiamento após aprovado?
Após aprovação da análise de crédito e vistoria, o banco costuma pagar a concessionária (ou vendedor) em até 5 dias úteis. O carro fica em alienação fiduciária com o banco, registrada no DETRAN do estado, até a quitação da última parcela.
Vale a pena financiar usado em vez de comprar à vista?
Se o dinheiro da compra à vista não estiver rendendo mais do que a taxa do financiamento, sim. Hoje, com CDB rendendo 100% do CDI acima de R$ 100 mil, a resposta depende do seu perfil. Para quem não tem reserva suficiente ou para carro acima de R$ 60 mil, o financiamento é praticamente inevitável.
É possível refinanciar um carro já financiado?
Sim, é a chamada portabilidade de crédito para veículo. Bancos como Itaú, BV e Inter operam essa linha, buscando diminuir a taxa ou estender o prazo. O carro permanece alienado ao novo credor, mas o cliente pode economizar entre 5% e 15% do valor total do contrato, segundo estimativas do Banco Central.
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Atualizado em 16 de agosto de 2026
Por Ricardo Souza — Economista e consultor financeiro com mais de 10 anos de mercado. Cobre educação financeira, cartões de crédito, empréstimos, score, declaração de IR, investimentos e regulamentação do Banco Central. Formado em Economia pela FGV-EAESP. Já passou por bancos de varejo e fintechs, hoje dedica-se a explicar finanças complexas de forma simples e prática para o leitor brasileiro.

Economista e consultor financeiro com mais de 10 anos de mercado. Cobre educação financeira, cartões de crédito, empréstimos, score, declaração de IR, investimentos e regulamentação do Banco Central. Formado em Economia pela FGV-EAESP. Já passou por bancos de varejo e fintechs, hoje dedica-se a explicar finanças complexas de forma simples e prática para o leitor brasileiro.
Atualizado em 16 de agosto de 2026









